Home Economia Comissão de Trabalhadores da Petrogal defende maior controlo do Estado português

Comissão de Trabalhadores da Petrogal defende maior controlo do Estado português

por Antonio Sousa

Para a Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal urge  o reforço da participação do Estado na Galp tida como uma “necessidade urgente”, na sequência do arresto de bens de Isabel dos Santos, que detém participações naquela empresa.

“Começamos o ano com a participação angolana na berlinda pelo arresto de contas bancárias e participações em empresas angolanas de Isabel dos Santos, uma das acionistas da Esperaza em conjunto com a Sonangol, por sua vez acionistas da Amorim Energia BV, principal acionista do Gupo”, diz a CCT da Petrogal, detida pela Galp.

O reforço da participação do Estado na Galp, via Parpública que detém agora somente  7% do capital é defendida pela CCT, “o segundo maior acionista direto, uma participação equivalente à de Isabel dos Santos”.

Para aquela estrutura representativa, se a Parpública adquirisse a participação dos acionistas angolanos na Galp, o Estado Português assumiria novamente o controlo da empresa, “sem ficar à mercê de arranjos acionistas ou de jogos de interesses de Estados estrangeiros”, o que parece uma solução adequada face à tendencia para a destruição do poder do clã dos Santos 

A CCT admite, no entanto, não esperar que o Governo decida aumentar a participação na Galp, uma vez que “não fez vingar o direito de ter um administrador direto” na empresa quando instado pela CCT para o fazer, na assembleia-geral de 2019, e aponta também culpas ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa., pois “O Sr. Presidente parece entender que o país deve pagar uma renda brutal ao Grupo Amorim para nos fazer o favor de ser o acionista de referência, não se importando com os postos de trabalho destruídos, ou a redução dos salários e dos direitos dos trabalhadores que seguem ao som da guitarra portuguesa, como um fado”, defenderam os representantes dos trabalhadores da Petrogal, numa referência à visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Angola em 2018, que veem como uma tentativa de “pôr água na fervura”, depois das notícias sobre um possível desinvestimento da Amorim Energia na Galp.

Um dia depois da ordem do tribunal, a empresária Isabel dos Santos afirmou, num comunicado enviado à agência Lusa, que o investimento da Sonangol na Galp é o “mais rentável na história” da petrolífera de Angola e que por isso não foi lesivo para o Estado angolano e que ela ganhou como “prenda do paizinho”! 

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