Home África Ao fim e ao cabo, embaixador do Canadá Robert Fowler, presidente do Comité de Sanções do Conselho de Segurança da ONU para Angola na ONU, não era a UNITA, era o clã dos Santos!

Ao fim e ao cabo, embaixador do Canadá Robert Fowler, presidente do Comité de Sanções do Conselho de Segurança da ONU para Angola na ONU, não era a UNITA, era o clã dos Santos!

por Joffre Justino

“O antigo presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o Embaixador canadiano Robert Fowler, foi galardoado, na sexta-feira, pelo Governador-geral deste país, David Johnston, com a distinção da “Ordem do Canadá”, pela sua contribuição na conquista da paz em Angola.”

Imaginem como esta noticia entristece mais de 100 angolanos, os diretamente afetados pelas manigâncias deste embaixador e indiretamente os milhões que se mantêm com a UNITA apesar de todas as fake news inventadas contra este partido angolano. 

Nestes dias de 2020, vale a pena recordar este canadiano cidadão, Robert Fowler,  que perseguiu quanto pôde a UNITA, conseguiu a malévola resolução da ONU e depois da UE que nos proibia a nós dirigentes e membros da UNITA de trabalhar, de sermos remunerados pelo trabalho de sermos empresários, cooperativistas e associativistas e para beneficio das petrolíferas globais, das diamantiferas globais e canadianas ( além  das russas e da DeBeers)

E, note-se, até em Portugal onde o mesmo Jaime Gama que em 1995 me telefonara para ser membro do governo de Guterres, me pôs a pão e água e pronto para morrer à fome não fossem os amigos como João Soares, ou Guilherme Oliveira Martins e Miguel Anacoreta Correia, e claro as minhas sócias e Miguel Neto Valente!

Pois e depois de mais de um ano de investigação de uma transnacional de detetives nada ter descoberto quanto às famosas e absurdas contas bancárias da UNITA. ter dado em nada, avançou este vingativo Robert Fowler para um ato assassino legal ( morreríamos à fome nao fossem como disse os amigos em atos clandestinos) as tão então famosas sanções contra a UNITA num cerco global que entregou o poder de mão beijada ao clã dos Santos que hoje continua protegido ate do MPLA. 

Na verdade, onde está o cumprimento internacional da legislação contra os desvios e lavagens de dinheiros, onde estão as investigações via ONU, via UE que tão facilmente foram feitas contra a UNITA? 

Santo e abençoado clã que mantendo o país a pão e água ( mais de 60% da população a viver com menos de 60 US dólares mês) e distribuindo uma parte da riqueza aos “amigos do MPLA”, soube colocar a fortuna do clã em Portugal, na Russia, nos EUA, no Reino Unido, em França, etc, e em paraísos fiscais vários claro!

Hoje derrubado do poder, angolano e do MPLA, procura o clã manter o que puder da sua fortuna e claro a que se denomina empresária Isabel dos Santos que começou a fortuna a “vender ovos à porta de casa”, ( galinha de ovos de ouro certamente) o futungo de belas, o palácio do ditador José Eduardo dos Santos seu pai, e que agora mudou, pelo sim  pelo não,  para “a casa” do Dubai e passou a assumir cidadania russa, segundos os documentos depositados no registo comercial de Malta diz-nos o Expresso. 

Ora pois claro, no medo de tudo perder que dela se apoderou por ser filha de ditador nada como esconder-se no Dubai um dos mais descabelados e conhecidos paraísos fiscais do mundo, dos que não taxam os rendimentos dos cidadãos nem os das empresas à custa da  forte taxação do petróleo! 

Mas não lhe bastando o Dubai usa Isabel dos Santos ( e todo o clã) s Holanda e Malta para gerir as suas participações em Portugal, nos outros países que estão avaliadas em mais de €1,5 mil milhões como a Efacec, controlada pela maltesa Winterfell, ou os 6% na Galp, que vale, à cotação atual, cerca de €760 milhões ou os 26% da NOS que vale €650 milhões.

E não esqueçamos os 42,5% do banco EuroBic com 25% por via da portuguesa Santoro Financial Holding e 17,5% pela maltesa Finisantoro e outras participações indiretas dizem que no Novo Banco.

Sabendo ela porquê acredita que não haverá das autoridades portuguesas qualquer início a uma operação de arresto de bens a pedido de Luanda afirmando com estranha convicção que  “não parece ser um cenário viável” um arresto luso dos seus bens 

Mais ainda Isabel dos Santos disse ao Publico que o arresto de bens “não tem nenhum impacto ou efeito em investimentos fora de Angola, pelo que não produz efeito, direto ou indireto, em Portugal ou em outros países” e ameaça ate insinuando que o arresto de bens feito afeta um “património superior a dois mil milhões de euros, pelo que satisfaz, em excesso, a medida preventiva requerida” pelo Tribunal Provincial de Luanda que decretou este que ficará para a História de Angola, da CPLP. arresto preventivo de contas bancárias pessoais dela Isabel dos Santos, do seu esposo Sindika Dokolo e de um seu socio, Mário da Silva, além de nove empresas nas quais detêm participações sociais.

A estar vivo o embaixador Fowler, espero eu que, demonstrado que está quem detinha as famosas contas bancárias fora de Angola, o clã dos Santos e não a UNITA, tenha a hombridade de me pedir ( e aos mais outros de cem) desculpas publicas e que solicite à ONU, à UE, aos Estados, português, francês, irlandês, que eu saiba que nos indemnize ( a mim fizeram me perder entre 1999 e até depois do findar das sanções, empresário que ao contrário de Isabel dos Santos realmente sou, nunca menos de 5 milhões de euros em negócios já a decorrer em 1999!) 

Que acha sr Fowler? 

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