Home História A longa-curta historia variável do Bolo-rei

A longa-curta historia variável do Bolo-rei

por Antonio Sousa

Na verdade este delicioso Bolo-rei tem uma historia que remonta ao que consta ao tempo dos romanos, nada tendo portanto de “real e foi um dos elementos vindos do pagamismo que, a Igreja Católica recuperou ligando  este doce ao 25 de dezembro o Natal e ao 6 de janeiro a Dia dos Magos ou reis-Magos 

Assim há os que vêm no bolo-rei um símbolo dos presentes ofertados pelos três reis Magos ao Menino Jesus, aquando do seu nascimento com a côdea a simbolizar o ouro, as frutas cristalizadas e secas a representarem a mirra e o aroma do bolo a simbolizar o incenso.

O primeiro conflito com o Bolo-rei foi a Revolução Francesa, quando este bolo  foi proibido pelos republicanos sem grande resultado pois  os pasteleiros recusaram a proibição limitando-se a mudar o nome ao bolo, que se chamou então Gâteau des Sans-culottes.

Também em Portugal com a implantação da República, a 05 de outubro de 1910, os Republicanos tentaram sem sucesso mudar o nome do bolo para nomes como “ex-bolo-rei”, “bolo de Natal”, “bolo de Ano Novo”, “bolo-presidente” ou “bolo-Arriaga” ( o primeiro PR)
Se o seu ateísmo fosse mais comedido a denominação de Bolo dos Magos teria certamente pegado…

O bolo-rei foi lançado em Portugal no século XIX com uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda e a primeira casa onde se vendeu bolo rei em Portugal foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. O responsável foi o afamado confeiteiro Gregório, que se baseou numa receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris. 

Aos poucos, outras confeitarias da cidade passaram também a fabricar o bolo-rei, originando assim várias versões diferentes como a do Porto, onde o foi introduzido em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais, segundo uma receita que o proprietário, Francisco Júlio Cascais, trouxera de Paris.

Há quem veja no bolo-rei um símbolo dos presentes ofertados pelos três Reis Magos ao Menino Jesus, aquando do seu nascimento. Assim a côdea simboliza o ouro; as frutas cristalizadas e secas representam a mirra; enquanto o aroma do bolo simboliza o incenso.

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Teresa Soares 4 Janeiro, 2020 - 21:03

O melhor bolo-rei que conheço é o da Pastelaria S. Vicente, de Braga. Confeccionado com frutas cristalizadas de receita própria, massa deliciosa com ligeiro sabor a canela, recheado de chila. Quando forem aquela cidade, não deixem de provar esta maravilha, cuja receita secreta passou de irmãs pasteleiras já falecidas há uns anos para as mãos da Lusitana. Ainda o comi, quando aquela eram vivas e ainda melhor era. Não sei se por obra e graça de mãos acostumadas Ao lento elaborar da cristalização, à chila encorpada… à massa ligeira e deliciosa. (A Pastelaria S. Vicente fica em frente à Esc.ª Sec.ª Sá de Miranda, do outro lado da rua…). Em Aveiro temos deliciosos bolos – rei tradicionais, que já ganharam prémios. Destaco o da Pastelaria Framboesa (1.º Prémio 2018), em Albergaria – a – Velha ´, o da Pastelaria “Amor à Tradição” e outro, o da Pastelaria Flor de Aveiro (1.º Prémio 2017).

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Joffre Justino 4 Janeiro, 2020 - 23:12

A ver se trouxeste para Lisboa !

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