Home Catalunha O Franquismo fascista infiltrado na Justiça das Espanhas para matar a Catalunha

O Franquismo fascista infiltrado na Justiça das Espanhas para matar a Catalunha

por Joffre Justino

E logo depois do acordo com a ERC a Junta Eleitoral da Catalunha ordenou ao presidente da Generalitat, Quim Torra, que cesse de imediato o seu mandato, o que põe em causa a credibilidade desse acordo tipicamente caraterizador do poder castelhano.

Tal decisao que surge perante a indignação dos independentistas e do próprio, levou-o a convocar uma reunião de emergência do Governo catalão 

Na verdade a Junta Eleitoral da Catalunha aprovou um recurso apresentado pelo quase franquista Partido Popular que pedia a inelegibilidade imediata do líder catalão, após a sua condenação, em 19 de dezembro passado evidenciando ser mais um orgão vindo do franquismo. 

De acordo com a Junta Eleitoral, a causa da inelegibilidade é a própria sentença que condenou Torra a um ano e meio de inabilitação, por ter desobedecido à ordem daquele organismo para que retirasse os laços amarelos (símbolo do movimento independentista) dos edifícios públicos, antes das eleições gerais do ano passado.

A Junta determina que esta ordem tenha efeito imediato, retirando a Quim Torra a credencial de deputado no parlamento da Catalunha, pela circunscrição de Barcelona.

O ex-presidente da Generalitat Carles Puigdemont descreveu a ordem da Junta Eleitoral como “escandalosa e vergonhosa” e no  Twitter, Puigdemont recordou que “os dois últimos presidentes da Catalunha foram demitidos por Espanha, não pelo parlamento” numa atitude que reputamos fascista e Puigdemont acusou o poder central de se ter “acostumado a decidir quem deve ser o presidente (do governo regional) e que não o pode ser”.

“Chega!”, conclui Puigdemont.

Também no Twitter, Laura Borràs, porta-voz do movimento independentista Juntos por Catalunha, disse que a decisão da Junta Eleitoral mostra que “a Espanha é uma repressão consolidada”.

No mesmo tom, o ministro do Território e Sustentabilidade do governo regional, Damià Calvet, lamentou que “o estado profundo” espanhol queira “resolver qualquer tipo de discrepância, mesmo que seja levantada em termos pacíficos e democráticos, “ignorando o voto do povo”.

Calvet recorda que a decisão da Junta é passível de recurso e deixou um recado velado à Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que decidiu apoiar a investidura do primeiro-ministro socialsita indigitado, Pedro Sánchez: “A propósito, amanhã [sábado] o debate sobre a investidura começa e o Juntos por Catalunha votará contra”.

A ERC entretanto também já reagiu, através das redes sociais, mostrando o seu repúdio pela decisão da Junta Eleitoral, dizendo que se trata de uma “nova ação contra a política e a democracia … Estamos ao seu lado, presidente!”, afirmou o movimento republicano na sua conta oficial no Twitter.

Do lado da Juventude Nacionalista da Catalunha também já surgiram sinais de apoio a Quim Torra, criticando a decisão da Junta e lembrando que a decisão sobre quem deve ser presidente da Generalitat são os catalães.

O vice-presidente do parlamento regional, Josep Costa, também expressou o seu apoio ao presidente catalão, com a seguinte mensagem no Twitter: “Estamos consigo, presidente Quim Torra. Nem um passo atrás!”.

Até os socialistas espanhóis, PSOE, afirmaram ter “sérias dúvidas” sobre a destituição do líder catalão Quim Torra, decretada esta sexta-feira pela Junta Eleitoral Central (JEC), questionando as competências do órgão para conduzir tal processo.

A posição do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) foi transmitida pela porta-voz da força partidária, Adriana Lastra, que indicou que os socialistas têm “sérias dúvidas” de que a JEC tenha competências para decretar a destituição de Quim Torra do cargo de deputado no parlamento catalão e consequentemente decretar o fim do mandato do político como líder do governo regional da Catalunha (também conhecido como Generalitat).

Por isso Adriana Lastra referiu que o PSOE aguarda que o órgão máximo judicial espanhol, o Tribunal Supremo, responda às dúvidas levantadas pelos socialistas já que a JEC, insistiu a porta-voz dos socialistas, “não é um órgão jurisdicional, é um órgão administrativo”.

Vale pois perguntar agora que até o PSOE está entalado se a moção aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa nao era justa e até minimalista!

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