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Os factos ambientais 2019

por Antonio Sousa

Num ano em que seris facil um ministro do ambiente brilhar e fazer brilhar o governo do seu partido, o PS, Matos Fernandes deixa a zeros esta pasta para não dizer que entrou em profundo negativo.

E assim deu espaço para a critica das associações ambientalistas como a Quercus que assume a seca no Alto Tejo, a corrida à mineração de lítio, e a apanha noturna de azeitona como os piores factos ambientais do ano 2019.

No campo dos factos positivos a Quercus destaca o movimento estudantil internacional pelo clima, ( Matos Chaves nem se mexeu…) a redução do preço dos transportes públicos, ( passou ao lado de Matos Chaves) as medidas para reduzir o plástico descartável, ( Natos Chaves fez o que pôde para sAlvas o plastico) o cancelamento da construção da barragem de Fridão, em Amarante, e as medidas da União Europeia contra produtos que desperdiçam energia e não são reparáveis ( ambas nada a ver com este dito “ministro do ambiente”) .

Nos pontos negativos da Quercus menciona-se a grande redução do caudal do Tejo devido à “má gestão” da bacia e às descargas realizadas por Espanha, ou a “corrida desenfreada” à exploração de minério, especialmente de lítio, ou também os impactos negativos da apanha noturna de azeitona nos olivais superintensivos, estimando-se que estejam na origem da morte de quase cem mil aves protegidas.

Lembremo-nos que a 31 de outubro mais de 87% do território continental estava em situação de seca meteorológica e a Quercus destaca pela negativa também a questão da seca e alterações climáticas, porque “é importante não desvalorizar a gravidade da situação”, em especial dizemos nós quando o ministro do ambiente protege as vizinhas espanhas justificando a má gestão das aguas ibéricas pelos castelhanos.

É ainda negativa a lenta recuperação da mata nacional de Leiria, afetada pelos incêndios de há dois anos, que acabam por levar a mais uma avaliação negativa da Quercus, a que chama de “abate indiscriminado da vegetação”, decorrente da “lei das limpezas”, que impõe distâncias entre as copas das árvores, mesmo entre as folhosas e autóctones, o que na verdade é absurdo a ser verdade.

Em relação a 2020 a Quercus deixa também alguns votos, esperanças e sugestões, quer aconselhando prudência em relação ao novo aeroporto para Lisboa, quer considerando que se deve começar já o processo de desmantelamento da central nuclear de Almaraz, em Espanha.

Mais investimento nas Áreas Protegidas, na Rede Natura e nas espécies prioritárias, melhor gestão do território e do setor dos resíduos, e mais ação na remoção de amianto são alguns dos temas na lista da Quercus a pensar em 2020.

FP // HB

Lusa/ Estrategizando 

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