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Macau, travar os impatos negativos das profissões do Jogo

por Joffre Justino

Os trabalhadores dos casinos de Macau estão a partir de hoje proibidos de entrar nas salas de jogo fora do horário laboral.

Trata-se de uma medida para combater o vício e a criminalidade nascida de uma nova legislação que abrange todos os funcionários do setor e prevê sanções administrativas que variam entre as mil (112 euros) e as dez mil patacas (1.124 euros).

Note-se que em 2018, trabalhavam a tempo inteiro nos casinos de Macau mais de 57 mil trabalhadores conforme a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Ao partir de agora os trabalhadores só poderão entrar nos espaços de jogo nos primeiros três dias do Ano Novo Lunar (ano novo chinês) – uma exceção que, de resto, já se aplicava aos funcionários públicos – e em “situações em que exista causa legítima”.

Os riscos mais elevados a que estes funcionários estão expostos e a necessidade de combater o vício naquela que é a capital mundial do jogo são os argumentos do anterior Governo – que cessou funções a 20 de dezembro – para modificar a legislação que vigorava desde 2012.

Quando as alterações à lei vigente foram aprovadas pelos deputados, em julho do ano passado, o ex-secretário para a Economia e Finanças salientou que os ‘croupiers’ e os trabalhadores do setor constituíam “a maior percentagem” entre os indivíduos que nos últimos anos “foram afetados pelo distúrbio do vicio do jogo”.

Considerada uma das cidades mais seguras do mundo, Macau viu crescer em 16,2% o crime violento nos primeiros nove meses do ano, em relação ao mesmo período homólogo de 2018, sobretudo devido ao crescimento dos sequestros associados ao jogo.

FST (MIM)

Lusa/Estrategizando 

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