Home Ásia A Grande Baía, um projeto da liderança Xi Jinping

A Grande Baía, um projeto da liderança Xi Jinping

por Joffre Justino

Na semana passada, Pequim anunciou plano para a Grande Baía. O objetivo é transformar a região numa “área de excelência internacional”, até 2035.

A politica estrategica da China merece ( e aconsrlhamos com veemencia), um estudo atento e na nossa opinião prepara-se para gerar grandes surpresas bem visíveis se olharmos para a sua Historia ( até a mais recente, desde o inicio da Republica neste país.

MaoZeDong poderá ter falhado em muito nos seus projetos, mas o ter imbuido a elite chinesa de uma filosofia politica centrada em movimentos de longo prazo estrategicos está reslmente a redultar em especial esta vidionsria tese Um País, Dois Regimes ( capitalista e comunista) que recolocou a China no Centro do Poder Global a rivslizar com os EUA a Russia o Japao e a UE 

Mas visivelmente o processo nao parou e agora ( enfim neste seculo XXI) a China iniciou o seu processo de descentrslização e a região da Grande Baía, rodeada pelo Delta do Rio das Pérolas na província mais a sul do país, passou de uma zona agrícola nos anos 80 para a maior e mais populosa zona urbana na Ásia. 

Em 2010, a população da área da Grande Baía já tinha superado a da Grande Baía de Tóquio. O plano inclui 11 cidades: cerca de 56 mil quilómetros quadrados, perto de 70 milhões de habitantes, Produto Interno Bruto ronda os 1,5 biliões de dólares norte-americanos – maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, que integram o G20.

E agendemos que durante a II grande guerra as pessoas morriam de fome nas estradas fa China, isto há 80 anos com a China destruida pela ocupação japonesa.

Mas o pais do Grande Salto em Frente, da Revolução Cultural, do anti social imperialismo isto é da rotura radical com a URSS e ao contrário desta não se suicidou avançando para a visão Um País Dois Sistemas que via Macau nos envolve, os da Lingua Portuguesa que recusam a tese continentalista dos criticados por Camoes, Velhos do Restelo!

Vejamos alguns elementos centrais deste  projeto, que mudará a vida de milhões e não só chineses, 

– Inovação e reforma são as palavras chave do projeto; cooperação e mutuo respeito entre os Governos de Macau, Hong Kong e Guangdong

Havera : 1 – Pólo internacional de inovação e tecnologia para criar mais oportunidades e incentivar as gerações mais novas a criar negócios na Grande Baía; as empresas de Hong Kong e de Macau passam a ter o mesmo tratamento que as do Continente, e a beneficar das políticas nacionais e de província para o setor empresarial

2 – Expansão de infraestruturas; novos modelos e procedimentos nas ligações ferroviárias e na ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai; Melhorar a transmissão de eletricidade entre o Continente, Hong Kong e Macau; Aumentar a capacidade nas fronteiras da região da Grande Baía para que a circulação de pessoas e produtos seja mais eficiente

3 – Aprofundar as relações entre os sistemas financeiros de Hong Kong e do Continente;?A ligação entre as bolsas de Xangai e Hong Kong, e entre Shenzhen e Hong Kong vão ser melhoradas; Bancos e empresas de seguros de Hong Kong e Macau – que tenham sido autorizados e escolhidos previamente – vão ser apoiados para abrir sucursais em Shenzhen, Guangzhou e Zhuhai

4 – Qualidade de vida, de trabalho e de viagem; Incentivar e criar condições para motivar chineses de Hong Kong e Macau a integrarem empresas e agências estatais; Residentes de Hong Kong e Macau que trabalhem no Continente vão ter acesso aos mesmos direitos que os residentes do Continente na educação, saúde, apoio aos idosos, habitação e transporte

5 – Educação; Possibilidade dos professores de Hong Kong e Macau trabalharem em Guangdong; Descendentes dos residentes de Hong Kong e de Macau que trabalhem no Continente vão ter os mesmos direitos no acesso à educação que os residentes da China continental; Instituições do ensino superior das diferentes cidades vão ser incentivadas a desenvolver escolas e programas conjuntos

6 – Cooperação entre Guangdong, Hong Kong e Macau: Vai ser criado o banco internacional comercial da Grande Baía, que ficará em Guangdong; Criar um ambiente internacional com vista ao mercado com base no Estado de Direito, sob a lei e estrutura legal da China continental

7 – Conservação ecológica : Maior controlo da poluição do ar e da água na zona do Delta do Rio das Pérolas

Uma Cronologia com Estrategia algo que desconhecemos, 

2006 – Macau, Hong Kong e a província de Guangdong dão início ao plano estratégico

2008 – o Conselho de Estado publica as “Linhas Gerais do Planeamento para a Reforma e Desenvolvimento da Região do Delta do Rio das Pérolas (2008-2020)”

2009 – É concluído num procesdo dd três anos sem as histerias ocidental iupistas,  o estudo iniciado em 2006, com recomendações para uma “investigação conjunta sobre a estratégia para o desenvolvimento” da região

2010 – Início de mais um estudo, desta feita com o objetivo de mapear o plano de ação da região da Grande Baía. O projeto começa a ganhar forma: é decidido que a região integrará 8,680 km2 das águas do Delta do Rio das Pérolas e 19 distritos, que correspondem a 6,890 km2 de área terrestre

2015- O projeto da Grande Baía é incluído na política chinesa Uma Faixa, Uma Rota um outro processo eststegico de expansao comercisl ( e cultursl?) 

2017 – Março. O primeiro-ministro, Li Keqiang, inclui o projeto da Grande Baía no relatório do Congresso Nacional, e assinala o início oficial do plano

2017 – Julho. É assinado um acordo sobre o desenvolvimento da Grande Baía durante as celebrações do 20º aniversário da transferência de soberania de Hong Kong ( daí o susto ocidental face a  Hongkong?)

2020 – Data delineada para que o projeto da Grande Baía esteja “praticamente concretizado”, como visto na visita de Xi Jinping a Macau nos 20 anos desta agorz Região integrada chinesa

2022 – Deve ser formada a “estrutura para uma área internacional de primeira classe e um aglomerado urbano de classe mundial”

2030 – Data em que se pretende que a Grande Baía seja a região com o PIB mas elevado das Grandes Baías, incluindo a de Tóquio, Nova Iorque, Silicon Valley e São Francisco

2035 – Ano em que a região designada Grande Baía deve ter um “sistema económico e modo de desenvolvimento norteado pela inovação e ser uma área de elevada qualidade para viver, trabalhar e viajar”

Apontamentos estrategicos

Desde que se tornou um polo global de manufatura, a zona da Grande Baía gera quase 10 por cento do PIB chinês, apesar de constituir menos de cinco por cento da população do país;

– Em 2017, Guangdong exportou mais de 670 mil milhões de dólares norte-americanos em produtos. Foi a economia que gerou o maior número de bilionários do país;

– Um dos objetivos é que passe a ser possível movimentar-se entre cada uma das 11 cidades no tempo máximo de uma hora. Para isso, vão ser construídas diversas infraestruturas;

“Consolidaremos a posição de Hong Kong como centro marítimo internacional”, refere o documento publicado na segunda-feira, dia 18 desenvolvendo serviços de gestão e arrendamento de navios, seguros marítimos e legislação marítima na antiga colónia britânica. 

Pequim quer ainda “consolidar o estatuto de Hong Kong como centro de aviação internacional”, “aumentar a competitividade” dos aeroportos de Cantão e Shenzhen, e “reforçar o papel dos aeroportos de Macau e Zhuhai” estando para construção uma terceira pista no Aeroporto Internacional de Hong Kong, assim como o renovar e ampliar os aeroportos de Macau, Cantão e Zhuhai. 

“Realizaremos ainda trabalhos preparatórios para a construção de um novo aeroporto em Cantão”, realça o plano.

Além do desenvolvimento das ligações rodoviárias entre o leste, oeste e norte de Guangdong, a Grande Baía e as regiões vizinhas, vão ser construídas autoestradas e linhas ferroviárias de alta velocidade que liguem as cidades da região, e a região da Grande Baía com os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático.

A Área da Grande Baía conta já com três dos dez portos mais movimentados do mundo – Cantão, Shenzhen e Hong Kong-, e vários aeroportos internacionais.

Princípio Um País, Dois Sistemas, criado nos anos 70, pelo então presidente Deng Xiaoping – garante às regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong um grau de autonomia aos níveis político e económico face à China Continental.

Um País, Dois Sistemas é para manter e mais será a base para assegurar o desenvolvimento da Grande Baía, eis o wue se tira da visita a Macau de Xi Jinping

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