Home Economia Salários,…não se tapa o sol com a peneira António Costa

Salários,…não se tapa o sol com a peneira António Costa

por Joffre Justino

Por mais que o primeiro-ministro se esforce não conseguirá, nem ele nem ninguém esconder que a política salarial, privatista, em Portugal é das piores da dita União Europeia e a principal razão para fragilidade do Mercado Interno e portanto da lusa economia.

Afirmar como fez hoje que os mais recentes indicadores assinalam que Portugal, ao longo dos últimos quatro anos, tem registado uma trajetória de subida do salário mediano e uma redução da intensidade e do risco de pobreza é na realidade tentar tapar o sol com a peneira para dar a mão a quem não a merece – o patronato luso que nem o restante patronato europeu respeita diga-se e diga-se infelizmente.

Veja –se a definição de mediana da Wikipedia : Mediana é o valor que separa a metade maior e a metade menor de uma amostra, uma população ou uma distribuição de probabilidade. Em termos mais simples, mediana pode ser o valor do meio de um conjunto de dados. No conjunto de dados {1, 3, 3, 6, 7, 8, 9}, por exemplo, a mediana é 6. Se houver um número par de observações, não há um único valor do meio. Então, a mediana é definida como a média dos dois valores do meio. No conjunto de dados {3, 5, 7, 9}, a mediana é {5+7}{2}}=6}.

Basta tal para ver da inoperância económica deste dado que tal como a historia da divisão de uma galinha por dois não implica meia galinha para ninguém, e nem intervenção inicial da líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, durante a qual se congratulou com a evolução da redução da pobreza no país, mas em que também advertiu que “o combate” tem de prosseguir, sobretudo para a eliminação de trabalhadores pobres, salvou António Costa e a necessidade que teve de salvar quem é insalvável, este luso patronato!

É bom que se saiba como lembrou  o primeiro-ministro que, na terça-feira, “ficou a saber-se que há menos 500 mil pessoas em situação de risco de pobreza ou de exclusão social e que há menos 400 mil pessoas que se encontram em situação de privação material severa”, mas é bom que se recorde que existem em Portugal, um dito católico país, mais de dois milhões de pobres, apesar de trabalharem !

“Sabemos também que a redução da taxa do risco de pobreza abrangeu quer as crianças, quer os idosos, quer ainda os desempregados – abrangeu todos os setores onde a pobreza tinha maior incidência.”, defendeu, antes de apontar que esta redução “ocorre num contexto de melhoria do rendimento mediano”, pelo que diz o primeiro ministro, “…Significa que o salário mediano tem subido e que, mesmo assim, o risco de pobreza continua a diminuir”, reforçou o líder do executivo.

Não tente, nem por causa da Concertação Social, salvar o insalvável – este patronato!

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