Home União Europeia Os Recuos no Parlamento Europeu e na democratização da União Europeia

Os Recuos no Parlamento Europeu e na democratização da União Europeia

por Joffre Justino

O Parlamento Europeu elegeu a 26 de maio de 2019 os seus eurodeputados, e iniciou logo e contra o estabelecido, informalmente, um complexo processo negocial que acordou, informalmente,numa presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen ( já não é msi ter sido uma Mulher), que apresentou o seu colégio de comissários e agora deu por concluído o processo de audições aos comissários designados para a nova Comissão Europeia e decidiu votar o conjunto do colégio na próxima quarta-feira, 27 de novembro, em Estrasburgo, anunciou hoje o presidente desta assembleia parlamentar.

Neste processo o Parlamento Europeu minimizou-se de novo, centrando-se no eixo germano francês o que veio, mais uma vez, fragilizar esta instituição europeia, esperando os eurocríticos como o Estrategizando que David Sassoli, o atual Presidente do PE, recupere essa imagem perdida, em negociações de eurocratas e que põem a UE, demasiado à imagem e semelhança do Politburo do PCUS, da URSS enfim, mas como Sassoli dse no final da conferencia de presidentes do PE, “Chegámos ao final do processo de audições, discussões e avaliações da Comissão, e ficou hoje decidido que na próxima semana, em Estrasburgo, terá lugar a votação do colégio. Se [o voto] for positivo, a Comissão pode começar o seu trabalho em 01 de dezembro”, em Bruxelas para preparar a sessão plenária da próxima semana.

Mas como Sassoli disse que o Parlamento Europeu está “extremamente satisfeito com o processo” de avaliação aos comissários designados, que admitiu ter sido “difícil”, depois de praticamente 6 meses de incertas negociações as nossas esperanças são mesmo diminutas.

Na realidade uma UE,  que demora seis, (6) meses a escolher os seus responsáveis ….

Neste entretanto, tyrês Estados-membros tiveram de apresentar novos nomes para o colégio, depois de a assembleia ter rejeitado os primeiros nomes – a França (Sylvie Goulard), Hungria (László Trócsányi) e Roménia (RovanaPlumb), o que levou a um atraso no início de funções da Comissão Von der Leyen, forçando o atual executivo de Jean-Claude Juncker a prolongar o seu mandato por um mês e na semana passada, a assembleia procedeu às audições dos novos comissários designados por Paris, Budapeste e Bucareste, acabando por dar “luz verde” aos novos nomes apresentados, respetivamente Thierry Breton (Mercado Interno), Olivér Várhelyi (Política de Vizinhança e o Alargamento) e Adina Vălean (Transportes).

Os media oficiais agarrados às guerrinhas tribais preocuparam-se com oi facto de haver a ausência de um comissário designado pelo Reino Unido – apesar do prolongamento do ‘Brexit’ além de 31 outubro, Londres negou-se a apresentar um nome antes das eleições legislativas do próximo mês -, o que levou presidente do PE a dizer que   “os serviços jurídicos da Comissão e do Conselho estão de acordo que é possível avançar com um colégio a 27”, e para o Parlamento tal “é suficiente”.

A votação do colégio de Ursula von der Leyen, que inclui a comissária designada por Portugal, Elisa Ferreira, responsável pela pasta da Coesão e Reformas, terá então lugar na próxima quarta-feira, 27 de novembro, em Estrasburgo, e se, como tudo o indica, o voto for positivo, a nova Comissão entrará então em funções já em 01 de dezembro, com um mês de atraso à data inicialmente prevista.

Triste União Europeia ….Tristes Cidadãos desta União…nas mãos de burocratas de aparelho partidário, nacional…

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