Home BREXIT O BREXIT e a Politica eleitoral Britânica

O BREXIT e a Politica eleitoral Britânica

por Joffre Justino

“Considero Boris Johnson extremamente

problemático como indivíduo 

Dominic Grieve

Como é evidente depois destes tempos de tão demonstrada incerteza quanto ao futuro da relação Grã Bretanha versus União Europeia, a gerar cisões e recomposições partidárias britânicas, são vários os deputados dissidentes ou expulsos do Partido Conservador( e também do Trabalhista) que estão a candidatar-se à reeleição que rcomo independentes, quer em outros partidos das oposições nas legislativas de 12 de dezembro, já que   se opõem ao ‘Brexit’ negociado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, o exemplo vivo da polémica, verdadeiro herdeiro da visão da politica de Winston Churchill.

Assim, o antigo procurador-geral Dominic Grievee o antigo ministro da Justiça David Gaukesurgem como candidatos independentes nos círculos vizinhos de Beaconsfield e South West Hertfordshireperto de 50 quilómetros a noroeste de Londres, enquanto a antiga secretária de Estado da Educação Anne Milton é candidata no círculo de Guildford, cerca de 60 quilómetros a sudoeste da capital britânica, sendo todos eles parte do grupo de 21 “rebeldes” que foram expulsos após uma manobra parlamentar para forçar Johnson a pedir um prolongamento do ‘Brexit’ por mais três meses, até 31 de janeiro e se alguns desses “rebeldes” foram reintegrados mais tarde no partido, e outros surgem com independentes a maioria até se etirou da política.

Sucedeu tal com os veteranos Ken Clarke, Nicholas Soames, Oliver Letwin ou como AlistairBurtMargot James, Philip Hammond e JustineGreening, e penas quatro são candidatos à reeleição pelos Conservadores: Caroline Nokes, Steve Brine, Stephen Hammond e Greg Clark, depois de terem assinado um compromisso de que votariam a favor do acordo para o ‘Brexit’ negociado com Bruxelas.

Dominic Grieve, que defende um segundo referendo, tem um conflito pessoal com o líder dos ‘tories’, tendo afirmado recentemente à rádio LBC: “Considero Boris Johnson extremamente problemático como indivíduo. Ele é um político em que eu simplesmente não consigo confiar. É alguém que é surpreendentemente elástico com a verdade”, já Gauke receia que uma maioria absoluta do partido Conservador coloque a prosperidade económica do país em risco devido à divergência com a união aduaneira e regras europeias e ao risco de não ser concluído um acordo de comércio livre durante o período de transição, que acaba no final de 2020.

“Teria sido mais fácil sair sem fazer barulho, mas sinto que tenho de tomar uma atitude e defender que estamos a caminhar para um resultado do qual nos vamos arrepender profundamente”, justificou, em declarações ao jornal The Times.

Já os “rebeldes” Sam Gyimah e AntoinetteSandbach aderiram aos Liberais Democratas, os mais europeístas britânicos e são candidatos no bairro londrino de Kensington e em Eddisbury, no condado dCheshire, no norte de Londres, aliás este partido acolheu ainda como candidatos outros dissidentes conservadores, como Sarah Wollaston e Phillip Lee, e também os dissidentes trabalhistas Luciana Berger e ChukaUmunna.

Mas outros dissidentes dos dois principais partidos, como Anna Soubry, Chris Leslie e Mike Gapes, são candidatos pelo Change UK – TheIndependent Group, uma formação anti-Brexitque perdeu membros e influência desde que foi criada no início do ano.

Não havendo muita expetativa quanto aos resultados destes candidatos rebeldes há ainda assim alguma curiosidade face a estas apostas no diverso eleitoral 

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