Home Opinião Hotel português não será mais construído em área indígena brasileira

Hotel português não será mais construído em área indígena brasileira

por Silvio Reis

Depois que o site Intercept divulgou a intenção da Embratur (ex-Empresa Brasileira de Turismo) em ceder uma área de habitação indígena para a construção de um hotel de luxo, o grupo português Vila Galé desistiu do negócio.  

Indígenas denunciaram o projeto da obra na sede brasileira da União Europeia e tiveram apoio do Conselho Nacional de Direitos Humanos, CNDH. A desistência do projeto hoteleiro Vila Galé Costa do Cacau foi divulgada em 18.11.

O empreendimento, orçado em R$ 150 milhões, seria realizado no Sul da Bahia, no município de Una, vizinho de Ilhéus. O lançamento da obra seria em 2021. A Embratur (atual Instituto Brasileiro de Turismo) tentou facilitar a construção de um hotel em uma área demarcada pela Funai, em 2009.

A região, batizada de Terra Indígena tupinambá de Olivença, pertence a 4,5 mil indígenas, de 23 aldeias. O Vila Galé Costa do Cacau ocuparia 800 hectares de área demarcada, incluindo praia deserta, vegetação nativa da Mata Atlântica e áreas de mangue. O grupo empresarial português alegou que tinha aprovação da prefeitura de Una, do governo estadual da Bahia e órgãos de turismo do governo federal.  

Imagem destaque: Hotel Vila Galé em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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