Home Sindicalismo O pré aviso que, funcionando, não funcionou

O pré aviso que, funcionando, não funcionou

por Joffre Justino

Lembremo-nos que Portugal viveu uns brutais 9 meses anti governo e anti PS que resultaram numa vitoria do PS e do governo ao contrario do por todos os restantes ansiado. 

Poderosas organizações à Direita, como as ditas ordens da saude, e respetivos sindicatos em aliada conjunção psdista ( e às vezes raro raro juntando PCP, BE e até alguns socialistas), a par de organizações empresariais, e alguns gabinetes de advogados apostaram nesse acrescimo de número de pré-avisos de greve até outubro o mais alto dos últimos quatro anos, totalizando 781, segundo dados da Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), esperando com tal derrotar ou minimizar o PS

Como é obvio falharam em tudo exceto no acrescimo do numero de pré avisos de greve e tudo porque a intervenção sindical não é um jogo que se centre na greve, greve essa que nao se ganha nada em vê-la repetida incessantemente ao estilo das “ordens da saude” tao lampeiras a fazerem para nada as famosas greves assassinas .   

Entre janeiro e outubro de 2019 segundo a Lusa entraram no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social 781 pré-avisos de greve, um número que supera o total do registado no conjunto dos anos de 2018 (733), de 2017 (613) e de 2016 (488).

E assim até no mês das eleições legislativas, com o 06 de outubro logo à entrada e que em tudo falharam, o número de pré-avisos de greve atingiu 93, contra 83 no mesmo mês do ano anterior, sendo o mais alto desde 2012, ano em que o mês de outubro registou 464 pré-avisos.

É preciso recuar a 2015 outro ano eleitoral para encontrar um número mais elevado de pré-avisos de greve comunicados (811) do que o registado entre janeiro e outubro de 2019 o que na verdade tambem não resultou.

E vale olhar para os números verificados em 2012 e 2013, os anos do Passospórtismo, em pleno programa de ajustamento, quando atingiram 1.895 e 1.534, respetivamente, para ver também que nem esse boom trouxe diretamente uma mudança eleitoral pois não trouxe vindo ela sim da geringonça.

Na realidade a luta reivindicativa não pode ser um meio de luta politica, nem pode ser anulada por negociações administrativas de folclore onde se encerra um acordo nacional com uma das duas centrais sindicais e se anula a largamente maioritária, para nada.  

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