Home Nacional Ferro acentua o negativo da polémica dos tempos de intervenção na imagem do Parlamento

Ferro acentua o negativo da polémica dos tempos de intervenção na imagem do Parlamento

por Joffre Justino


O presidente do parlamento defende uma revisão pontual e rápida do regimento da Assembleia da República (AR) na parte dos tempos e direitos dos deputados únicos e está preocupado com o efeito da polémica para a AR, conforme síntese da ultima conferência de líderes, a 8 de novembro.

Ferro Rodrigues foi claro quanto ao ser contra a hipótese dos deputados do Chega, Iniciativa Liberal (IL) e Livre (L) não falarem nos debates quinzenais com o governo e asdumiu que se “discuta, e vote, rapidamente a matéria dos direitos de intervenção” dos deputados únicos e sublinha que essa decisão deve ser do Parlamento e não apenas da conferência de lideres.

Aliás acentuou forte  “preocupação com o que pode suceder à imagem da AR até esta questão ser decidida“, tendo informado ainda que o seu gabinete iria contactar a deputada do Livre, Joacine Katar Moreira, por causa da sua gaguez, pois ela havia pedido o dobro do tempo para falar na Assembleia.

A ideia era explicar à deputada que o seu pedido de duplicar os tempos pode funcionar ao contrário e que “teria maiores vantagens com a gestão flexível dos tempos pela mesa”, prática que está a ser adotada desde o início da sessão.

Neste contexto a comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias criará um grupo de trabalho para preparar num “prazo razoável, mas urgente” a revisão do regimento do parlamento, questão aberta pela polémica com o tempo dos deputados únicos.

Na reunião de hoje da comissão foram distribuídos, para começarem a ser analisados, um projeto de regimento do PS e outro da autoria do deputado João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal (IL), tendo sido depois anunciado uma proposta do deputado do Chega e o presidente da comissão, Luís Marques Guedes, avançou com a criação de um grupo de trabalho que faça uma apreciação das mudanças ao regimento e apresente uma proposta num “prazo razoável, mas urgente”.

Na terça-feira, todos os partidos com assento parlamentar consensualizaram intervenções de um minuto e meio para os deputados únicos de Chega, Iniciativa Liberal e Livre no debate quinzenal com o primeiro-ministro de hoje, o que sinceramente reputamos de ridículo e na verdade envergonha a AR 

Esta é daquelas situações que deixam os cidadãos com muito pouca vontade em olharem os deputados como seus representantes, agradecendo somente a Ferro Rodrigues por olhar para a bis imagem de quem deveria preservar o que de essencial o debate entre divergentes existe na decisão da gestão da coisa publica ! 

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