Home África Um egípcio a tornar-se na terceira operadora de Telefonia móvel em Angola

Um egípcio a tornar-se na terceira operadora de Telefonia móvel em Angola

por Joffre Justino

Foi o Governo angolano, enfim quase certamente o PR quem autorizou a subconcessão dos serviços móveis da Angola Telecom, a terceira operadora do país, à empresa Angorascom Telecomunicações, S.A. segundo um despacho presidencial datado de 04 de novembro, não explicita as razões para a autorização “excecional” da subconcessão do serviço móvel da Angola Telecom, referindo-se apenas à necessidade de “garantir a promoção da concorrência na oferta de redes e serviços de comunicações eletrónicas em todo o território nacional”.

No mesmo despacho o Chefe de Estado subdelega ao Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação no Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), a tratar dos aspectos técnicos e legais necessários para a materialização da subconcessão da exploração do serviço móvel a favor da empresa «Angorascom Telecomunicações, S.A.».

Dizem os media que nos  ficheiros do Guiché Único (organismo do estado que cria as empresas nacionais) e a Imprensa Nacional de Angola (Jornal oficial do Estado), não consta qualquer registo da «Angorascom Telecomunicações, S.A.».

 Mas o responsável da Angola Telecom, Adilson Santos, detentora da licença móvel da mesma empresa esclareceu que «Angorascom Telecomunicações, S.A.», é sucursal da Multinacional  Orascom: “…e que não se trata de uma venda mas sim de um parceiro” disse

Ora a Orascom Technology Systems (OTS), é propriedade do Bilionário egípcio Naguib Sawiris que há dois anos vendeu a ONTV, um canal de televisão local de sua propriedade, para Ahmed Abu Hashima, um bem-sucedido empresário egípcio.

Sawiris ligado à Orascom Telecom Media and Technology Holding S.A.E com um Património líquido dd US $ 5,5 bilhões casou com Ghada Gamil Sawiris com quem tem quatro filhos.

Desde que ingressou na Orascom, empresa familiar em 1979, a Sawiris contribuiu para o crescimento e a diversificação da empresa, e é  um dos maiores e mais diversificados conglomerados do Egito e o maior empregador do sector privado do país.

Sawiris construiu os sectores ferroviário, de tecnologia da informação e de telecomunicações da Orascom e em consequência a administração decidiu dividir a Orascom em empresas operacionais separadas no final dos anos 90: Orascom Telecom Holding (OTH), Orascom Construction Industries (OCI), Orascom Hotels & Development e Orascom Technology Systems (OTS).

 Em Angola, em determinados sectores, enfim os santistas, questionam o facto da criação da «Angorascom Telecomunicações, S.A.» não constar do Diário da República, pelo que terá havido algum “nepostismo” desta autorização de subconcessão do serviço móvel da exploração do Título Global Unificado, concedida a favor da empresa «Angola Telecom, E.P.» uma empresa pública.

O concurso, lançado a 30 de setembro, previa inicialmente um período de 40 dias para apresentação de candidaturas e habilitação dos interessados, mas o prazo foi, entretanto, prorrogado para 08 de dezembro.

Fonte do ministério das Finanças, entidade que coordena a Comissão de Avaliação que vai apreciar as propostas dos candidatos, o adiamento “teve por base as solicitações” de alguns concorrentes internacionais que “estimam ser idealmente necessário pelo menos um período de seis meses” para prepararem “com qualidade” os seus processos de candidatura e que foram recebidas “várias manifestações de interesse”, incluindo de operadores internacionais.

Na retaguarda poderá estar a guerra João Lourenço versus família dos Santos 

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