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A Campanha Internacional Anti Partido Trabalhista britânico

por Joffre Justino

Correm várias sondagens quase todas desfavoráveis ao Partido Trabalhista, não só no Reino Unido, e às mesmas juntam-se notícias que mostram dificuldades em apresentar uma mensagem de unidade e de moderação neste partido, considerado, para o modelo da UE, demasiado esquerdista. 

Na quarta-feira à noite, o número dois do partido, Tom Watson, anunciou que se retira ao fim de 35 anos de atividade política. Ian Austin, deputado que abandonou o Partido Trabalhista em fevereiro para se candidatar como independente, instou os eleitores a apoiarem o primeiro-ministro conservador Boris Johnson em vez do líder trabalhista nas eleições marcadas para dia 12 de dezembro. No outro lado do espectro, Chris Williamson, deputado suspenso pelo partido por alegações de antissemitismo, viu a Comissão Nacional Executiva dos trabalhistas decidir que não pode concorrer pelo seu círculo de Derby North.

Note-se no entanto que em carta enviada a Jeremy Corbyn, o vice-líder e deputado Tom Watson informa que a decisão de abandonar os cargos “é pessoal, não é política” e que se mantém empenhado no Labour como sempre, como se vê no tuiter abaixo, permitindo tal relevar o como as campanhas de fake news se mantêm e só são más se forem más para o establishment.

Tom Watson

@tom_watson

After 35 years in full-time politics, I’ve decided to step down and will be campaigning to overcome the Tory-fuelled public health crisis. I’m as committed to Labour as ever. I will spend this election fighting for brilliant Labour candidates and a better future for our country.

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8:00 PM – Nov 6, 2019

Watson, que garante estar comprometido com o partido na campanha iniciada ontem, era uma figura de contrapeso em relação a Corbyn e à ala de esquerda. Europeísta, defendeu a realização de um segundo referendo sobre o Brexit. Quanto ao partido, foi um dos maiores críticos no que respeita à forma como a direção lidou com as acusações de antissemitismo, mas como se vê está na campanha com Corbyn.

O líder do Labour, Jeremy Corbyn, tem um passado como ativista antiguerra e de defesa dos direitos humanos, pelo que o seu antissemitismo é francamente duvidoso e serve somente para o travar no caminho para aDowning Street

Se em março de 2018, o Conselho de Deputados Judeus Britânicos e o Conselho de Liderança Judaica afirmaram que o líder trabalhista e da oposição se colocava reiteradamente ao lado de antissemitas, a verdade é que liderança de Israel, só agora contestada, é a maior força antissemita que existe, tal é a sua fascização .

E claro bom-bom mesmo é o eleito por DudleyNorth, Ian Austin, um dos nove deputados trabalhistas que em fevereiro abandonaram o partido, denunciando a deriva extremista ​​​​e intolerantes da direção de Corbyn e que lançou uma campanha contra o líder do partido e, de forma mais surpreendente, a favor dos tories. “Não quero que Jeremy Corbyn possa fazer ao país o que fez ao Partido Trabalhista”, disse em entrevista à estação de rádio BBC 4.

BBC Radio 4 Today

@BBCr4today

“Jeremy Corbyn is completely unfit to lead our country, completely unfit to lead the Labour party”

Ex-Labour, now independent MP Ian Austin urges Labour voters to support Boris Johnson. He will not stand in thiselection. #r4Today | https://bbc.in/2JYXaJn  |@bbcnickrobinson

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“Eu não diria que Boris Johnson é inapto para ser nosso primeiro-ministro da maneira que eu digo isso sobre Jeremy Corbyn. Eu acho que o país tem uma grande escolha a fazer, e eu acho que Jeremy Corbyn é completamente incapaz de liderá-lo”, afirmou este homem que nega ser conservador, mas que visivelmente para lá caminha!

Austin, cujo pai adotivo foi um refugiado judeu que fugiu dos nazis, disse que não podia aceitar o que ele disse ser a ascensão do antissemitismo no Partido Trabalhista. “O mais vergonhoso de tudo para um partido que tem um passado orgulhoso de lutar pela igualdade e contra o racismo, o Partido Trabalhista foi envenenado com racismo antijudaico sob a sua liderança. É uma desgraça completa”, lamentando nós que este trabalhista não veja como hoje o verdadeiro anti-semita é mesmo Benjamin Netanyahu

Enfim desde 2016 que os trabalhistas têm negado acusações de antissemitismo, logo após Corbyn se ter tornado seu líder, com os trabalhistas a afirmarem em julho que eram “implacavelmente contra o antissemitismo”.

No entanto, o partido tem entre os seus militantes pessoas como o deputado Chris Williamson, que fora suspenso do partido, acusado de antissemitismo. Após a Comissão Nacional Executiva do partido ter confirmado que Williamson, por estar suspenso, não se pode recandidatar ao cargo, este anunciou a saída do partido. Ao fim de quase 44 anos como militante, irá concorrer como independente.

Chris Williamson #GTTO

@DerbyChrisW

After almost 44 years of loyal service and commitment, it’s with a heavy heart that I’m resigning from the Labour Party. 

I’ll be standing as an independent candidate for DerbyNorth to fight for social justice, internationalism andsocialist values.

Williamson, um corbynista que defende, (ewbem, como nós!) o regime venezuelano, nega as acusações e queixa-se de “caça às bruxas”, mas em fevereiro foi suspenso do partido após ter afirmado que o Labour tinha sido “demasiado apologético” em resposta às críticas de antissemitismo. Nesse mesmo mês, Corbyn havia defendido Williamson: “É um deputado trabalhista muito bom e muito eficaz. É um activista anti-racista muito forte. Ele não é antissemita de forma alguma”.

Ficamos no Estrategizando cheios de curiosidade e a aguardar para ver os britânicos resultados eleitorais

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