Home Direitos da Mulher O Sexo e a Inteligência Artificial

O Sexo e a Inteligência Artificial

por Joffre Justino

Na realidade, este texto surge na sequência da Web Summit e de um debate nela desenvolvido sobre a relação sexual com robots…tema tratado aliás com qualidade no debate desenvolvido com Peter Tatchell  e com Marianne Brandon.

Na realidade, a sexualidade com objetos, e até animais é assunto antigo, umas vezes tratado com humor, como as piadas dos pastores com as cabras, outras vezes ofensivamente como as piadas dos nabos nos ânus dos homossexuais, tratados em hospital…

O certo é que em Angola convivi com experiencias bem positivas como a utilização de pénis de pau, tratados com óleos para a desvirginação de Jovens, em rituais de aproximação das adolescentes à vida sexual sem os traumas islamo/judaico/cristãos que hoje geram as instabilidades relacionais que os dados da PORDATA mostram, (divórcios por 100 matrimónios) 1,1% de divórcios em 1960 (valor falso resultante da proibição do divorcio entre católicos, que geravam falsos casamentos e ou separações sem divorcio), 8,1% em 1980 para os 64,2% em 2017!

Aparentemente, e as lojas de sexo o mostram, o sexo é, para além da atividade da prostituição masculina e feminina, (na verdade ainda realmente proibida em Portugal), quanto à utilização de objetos sexuais muito dominado pelo cliente Mulher, havendo uma disparidade enorme entre os objetos sexuais para a Mulher eou LGBT e os objetos para o Homem, que são em percentagem até ridícula.

Assim, muita da atividade sexual com objetos, agora mecânicos, centra-se bastante na Mulher, só ou com companheiro/a, sendo que, no que respeita à sexualidade virtual, aparentemente sucede bem o contrário, podendo referir-se que o status Mulher e a sexualidade feminina pouco se coaduna com a realidade virtual bem aso contrário da sexualidade com objetos mecânicos 

Surge agora esta possibilidade da sexualidade com robots, onde decidimos iniciar um debate, aproveitando a websummit, onde aproveitámos dois diálogos realizados com duas Mulheres de mais de 40 anos e com uma Mulher de menos de 30 anos.

Para ambas é mais que natural a substituição do objeto mecânico pelo robot, que tornará o ato sexual mais vivencial, menos centrado na vagina e clitóris e ou no ânus, tendo havido até algum demonstrado entusiasmo na relativa distanciação que a sexualidade com robots gera, no caso da mais jovem.

O risco da sexualidade com robots gerar menos interesse em gerar filhos retirando ainda mais a Mulher da sua função reprodutora é assumido pelas 2 entrevistadas de mais de 40 anos, com a Jovem de menos de 30 a centrar-se sobretudo no ato sexual em si e não na função reprodutora.

Se a sexualidade com robot tornará ainda mais limitada, em numero a relação de casal, ou não foi duvida que ficou no ar nos dois casos não sendo negligenciável a consequência, para o Futuro inclusivamente no que concerne à sobrevivência do Ser Humano, segundo a de mais de 40 anos.

As perversões sexuais serão sem dúvida facilitadas na sexualidade com robots, porque com personagem que não sentirá a dor mesmo que evidencie a ficção…

Note-se entretanto que a taxa de divórcios, esquecendo os anos anteriores ao 25 de abril de 1974 porque proibidos, passaram de 8,1% em 1980 para os 30% em 2000 e deste valor para 64,2% em 2017, sendo que entre 2010 e 2013 esteve acima dos 70%, indiciando uma profunda crise relacional nas relações inter géneros desde o ano 2000.

É por demais evidente que as dificuldades económicas, mas sobretudo a crescente libertação da Mulher, quer por crescente inserção no mercado de trabalho quer uma maior autonomia cultural da Mulher, ganha com a democratização do regime politico e as suas consequências sociais e culturais estão por detrás desta acelerada evolução para as famílias monoparentais e para uma sexualidade feminina definitivamente assumida, ainda que num contexto cultural islamo /judaico/ cristão que limita ainda o espaço da sexualidade feminina, que conduz a que as uniões de facto passem de 381120 em 2001, para 729832 em 2011, praticamente dobrando em 10 anos, sendo ainda importante constatar que entre 1992 e 2018 a percentagem de famílias monoparentais femininas pouco variou dos 85, 3 % em 1992 aos 87,1% em 2018, caraterizando uma sociedade onde a função de educador e de sustento direto dos filhos continua a caber às Mulheres, o que certamente que tende a limitar, psicológica e funcionalmente a atividade sexual feminina.

E estes dois dados caraterizam uma especificidade portuguesa pois este país é o 5º país da União Europeia com mais nascimentos fora do casamento e claramente o primeiro em divórcios.

Ambas as entrevistadas com mais de 40 anos acentuaram a realidade da dificuldade do Homem português se adaptar à Mulher libertada do pós 25 de abril, dada a cultura machista ainda dominante e que seguindo este ritmo a tendência será para haver, daqui a 50 anos, bem antes de a robotização acelerar, especificamente em Portugal, uma sexualidade robotizada a par de relações dominantemente de amizade entre humanos.

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