Home Cultura A Feira da Ladra, a Lisboa que urge reviver

A Feira da Ladra, a Lisboa que urge reviver

por Joffre Justino

Feira da Ladra no Campo 

de Santa Clara.

A CML informa que não há 

nenhum plano ou intenção 

de fechar, condicionar ou 

mudar de local a Feira da 

Ladra, conforme vem 

sendo referido, erradamente, 

em algumas contas das redes 

sociais. É a feira mais antiga 

da cidade e vai continuar, nos 

mesmos moldes e sem qualquer 

alteração, onde está 

desde 1882. #Lisboa

origem da Feira da Ladra remonta à fundação da nacionalidade tendo vivido em vários locais, nem sempre com este curioso nome .

Pinho Leal, dirá que o nome deriva do termo “lada” que significaria no português antigo “margem do rio“, na altura em que estava instalada às portas do mar, na Ribeira Velha no margem direita do Tejo.

Mas outros dirão que no século XII, se chamava “Mercado Franco de Lisboa” e situava-se junto ao Castelo de São Jorge, na muralha sul um mercado que se realizava à terça-feira.

Entretanto por voltas de 1430 passou a efectuar-se no Rossio e com o terramoto de 1755, por  o Rossio ter sido alvo  de obras de recuperação passou, em 1809, para a Praça da Alegria.

Em 1823 irá para o Campo Sant’Ana e em 1882 será transferida para o Campo de Santa Clara, onde se situa agora  e em 1903, ganha um dia e das terças-feiras passará a realizar-se às terças e ao sábado e das características de mercados tradicional passou a concentrar-se no negócio de artigos velhos e usados.

É nesse contexto que surge a hipótese que explica o nome “ladra” por parte dos objectos vendidos terem sido roubados, teoria que não deixa de poder ser credível 

Outros dirão que o nome de “Feira da Ladra” pode ter tido vindo das feiras francesas existentes em Paris na idade média, que tinham por nome “Saint-Ladre“, nome derivado de “Saint-Lazare“.

Há no entanto investigadores da língua árabe que defendem que a origem do nome pode derivar da existência no local duma estátua de nossa Senhora que em árabe tem o nome de “Al Hadra” (“a virgem“), que com o tempo foi-se aportuguesando. 

Feira da Ladra terá tido início no Chão da Feira, ao Castelo, provavelmente em 1272, indo depois para o Rossio e ano de 1552 surge uma primeira notícia sobre  a Feira no Rossio, na Estatística Manuscrita de Lisboa. Em 1610 aparece a designação Feira da Ladra numa postura oficial.

O encanto do Estrategizando pela Feira da Ladra nasce aí por voltas de 1970 ao tempo da recusa da guerra colonial que era também feita pelo uso dos blusões das fardas dos militares portugueses com as cabeleiras bem compridas e as jeans bem vadias como alguns dos seus colaboradores usaram nessa época entre manifestações anti coloniais e lutas estudantis e continuou quando na escola profissional sediada na rua do paraíso os seus alunos eram incentivados a desenvolverem atividades à volta desta Feira 

Por voltas de 1993 surgiu na comunicação social que a Feira da Ladra iria ser transferida e com o presidente da Junta de Freguesia dd entao Vitor Agostinho realizou a escola profissional vária atividade em apoio à Feira da Ladra que continuou de varias formas com a realização de uma Conferencia, ou a distribuição de panfletos a feirantes, visitantes, portugueses e turistas dando relevo à Feira da Ladra, etc!

De repente surge nas redes sociais esta noticia do fim da Feira da Ladra que nos levou a questionar o Vitor Agostinho que pôs em causa essa informação e que foi depois desmentida pela CMLisboa como se vê acima 

…E a Feira da Ladra continua vivida entre quinquilharia, livros antigos, quadros e desenhos alguns valiosos que experts como Manuel Rodrigues Vaz gerem na compra e venda, mas a continuar a necessitar de um marketing que infelizmente a CMLisboa não sabe desenvolver motivando feirantes animando o ambiente 

Ao ponto de quase desistirmos de defender a tese antiga que  não basta o sol, a luz, o rio Tejo, o património edificado, ou a mistificação estrangeirista das lojas da Avenida da Liberdade, a preços de capital europeia, a Madona ou a WebSummitt com a Inteligência Artificial !

O Turismo deveria ser Pessoas a encontrarem Pessoas nos Ambientes Naturais ou Transformados das Pessoas que recebem!

Como a Feira da Ladra se deveria reencontrar aí na Intercomunicação Pessoal … e auxiliar a libertação de Lisboa feita um gigantesco hostel que a matará se não nos pusermos a pau … fazendo claro nascer outra Lisboa seja ela qual for! 

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