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Greve contra a violência nas escolas?

por Nardia M

Um tal STOP que enche dd tempos a tempos “as páginas” dos media e se assume Sindicato de Todos os Professores, anunciou algo absolutamente inacreditável que só por erro de casting pode seguir sem critica – irá o sindicatos entregar hoje um pré-aviso de greve para as próximas duas semanas abrangendo professores, funcionários, psicólogos escolares e técnicos para protestar contra “a violência e a impunidade nas escolas”! 

Só quem não conheça a boa prestação da Escola Segura em Lisboa e só quem não conheça o ambiente de desestruturação social que os baixos salários, a precariedade e o stress profissional originam e com forte impacto nas famílias e nas crianças e jovens é que pode achar que uma greve resolva um problema social grave – a desestruturação das famílias!

À Lusa, um dirigente do S.TO.P, André Pestana,  relacionou nesta greve  os casos mais recentes de violência nas escolas acrescentando que, “Como é público o S.TO.P tem uma greve nacional desde 03 de outubro contra o amianto e qualquer trabalhador que se sinta lesado pode aderir. (…). Contudo, nos últimos dias houve um conjunto de situações de violência nas escolas que justificam uma nova greve”, greve já mais interessante mas de fraco impato dadas as dificuldades em solucionar um problema herdado com dezenas de anos!

André Pestana e o STOP parece que acha que usando situações mediáticas como o caso do professor que alegadamente agrediu um aluno e de professores e funcionários agredidos por alunos em ambiente escolar para crescer no apoio do ambiente profissional do Ensino e com tal reduzindo um instrumento de luta a uma declaração formal entregue ao patronato e sem qualquer consequência positiva para ninguém e espanta-se André Pestana por o sindicato não ter respostas às tentativas de marcação de reuniões com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

“Sobre esta questão específica da violência enviámos um email ao ministro da Educação a pedir uma reunião. Vamos entregar o pré-aviso da greve com os requisitos específicos para a questão da violência para que qualquer profissional da educação possa fazer greve se assim o entender sem levar falta”.

É tempo de travar a criação de sindicatos por dá cá aquela palha e é tempo dos sindicatos significativos olharem claro como deve ser para temas como a violência nas escolas e a eliminação do amianto nas mesmas ou claro a educação sexual dos alunos ( e professores diga-se) 

Uma greve não é um pré aviso vazio de pessoas é um ato de mobilizaçao das Pessoas para lutar e não para gerar showbuzz!

Nardia M 

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