Home Catalunha Mireia Borrell, governante catalã, ontem, em Lisboa

Mireia Borrell, governante catalã, ontem, em Lisboa

por Joffre Justino

Na segunda feira, 21 de novembro, acompanhámos a governante catalã na sua conferência de imprensa onde afirmou que “Esta sentença é um erro histórico.

Não equivale a justiça, corresponde mais um ato de vingança”, e mais que estamos perante um  “.. um conflito político que deve ser resolvido de forma política e não com este justicialismo”, algo que as Espanhas recusam, não se vendo em Madrid ninguém a assumir uma efetiva solidariedade para com os catalães num jogo primitivo-imperial de dependências pouco limpas, face a uma corte que, como explicamos tem uns 43 anitos de vida! 

Por isso incomoda o que Mireia Borrell disse – que a recusa de Sánchez em falar com o líder do governo catalão, Quim Torra, “não é bom sinal” e resume o que tem sido a última fase das relações entre Barcelona e Madrid: “Não encontramos ninguém do outro lado da mesa, há uma cadeira vazia sem nenhuma proposta”- pois se em Democracia quando vemos uma cadeira vazia num processo que tem de ser negocial mesmo que se conflitual vemos sempre ou burrice ou cobardia ou cedencialismo.

Não é que sentar à mesa  seja tudo,  porque há os que se sentam também por incompetência, ou por cobardia, ou por cedencialismo, mas em democracia fugir à mesa de negociações é um grave erro que como vemos, todos os partidos da direita ao PSOE, fogem que nem ratos da negociação sobre a autodeterminação da Catalunha, um Direito que advém de tratados internacionais assinados pelas Espanhas como todos sabem. 

O que se sabe ainda é que um tribunal decidiu a trasladação do corpo do ditador fascista Franco para fora do vale dos caídos e também é neste contexto na nossa que outro tribunal tenha em lógica fascio franquista condenado brutalmente os 12 dirigentes independentistas de varios partidos e movimentos pró Independência da Catalunha vingando-se ainda pondo em causa os valores democráticos da Liberdade de Opinião e Expressão e de Tolerância. 

Curiosamente o silencio portugues ( então se comparado com o ruído à volta do Brexit) face à crise catalã, esquece por exemplo  um estudo do Fórum para a Competitividade, onde vemos que a Catalunha responde por 16%, perto de 1,7 mil milhões de euros, do total das exportações portuguesas para Espanha, surgindo na lista de exportações logo a seguir à Galiza e a colocar Portugal como o 11º fornecedor da Catalunha, refere o estudo de dezembro de 2018 do Fórum e “Por outro lado, a Catalunha foi a comunidade que mais exportou para Portugal”, respondendo por 24% das exportações provenientes de Espanha. 

Mas claro “não dá jeito” a alguns que se inicie uma reflexão que satisfaça as cidadanias, reformando realmente os Estados adaptando-os neste século XXI da sociedade digital onde todas as fronteiras morrem o que na realidade pelas mudanças geo estratégicas que imporão aterroriza sobretudo os que dos Estados tradicionais vivem e divertidamente mostra até o quão pouco estatistas são a maioria dos tais anti estatistas.

Pela história Republicana e democrática comum, pelos negócios envolvidos, pela cultura afim existente, chegou o tempo de travar os resquícios franquistas de Madrid mas parece que nas tv’s portuguesas mais vale o futebol que em 4 estações tomou o tempo que não deixou a um debate sobre o futuro da Catalunha, das Espanhas e da Península Ibérica ! 

Joffre Justino 

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