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as Florestas para o Ministério do Ambiente

por Joffre Justino

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) não concorda com a decisão de António Costa de passar a pasta das Florestas, que pertencia ao Ministério da Agricultura, para o Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

O presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, considera que esta transição da pasta não é coerente com a divisão dos programas de política agrícola, ao nível internacional.

“Teria mais cabimento o Ministério da Agricultura ter ficado com o setor das Florestas, como foi a vida toda. A Direção-Geral das Florestas era o ‘peso pesado’ da Agricultura”, comentou Eduardo Oliveira e Sousa. 

“Passa a ser uma visão individualizada que, na nossa perspetiva, não tem a mesma coerência. Por exemplo, ao nível dos programas de investimento e da gestão das medidas agroambientais, os assuntos da floresta estão dentro dos programas relacionados com os pacotes agrícolas, estão dentro da Política Agrícola Comum”, explicou.

Transições de pastas à parte, os agricultores mostram-se expectantes com a chegada de uma nova ministra.

“[Maria do Céu Albuquerque] vai entrar numa altura em que o Ministério da Agricultura vai estar envolvido em temáticas muito abrangentes e muito complexas, como a questão da Política Agrícola Comum, que não tem ainda um orçamento encerrado, e do Programa de Desenvolvimento Rural, que é muito importante e precisa de ser revigorado e adaptado aos novos quadros. Por isso, há uma expectativa grande”, sublinhou o presidente da CAP.

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