Home Nacional As crises no PSD geram sempre bom espetáculo mediático… como convém!

As crises no PSD geram sempre bom espetáculo mediático… como convém!

por Joffre Justino

Depois de Rui Rio ter saído da concha protetora do silêncio e ter anunciado que era candidato a continuar líder do PSD, cumprindo o obrigatório ritual do espetáculo para o povo ( vai, não vai, fica, não fica) o show must go on e eis a novidade – Fernando Negrão!

Fernando Negrão que sai de líder parlamentar e que considera que acumular a liderança do PSD e a liderança da bancada parlamentar não é uma boa solução a longo prazo, mas que pediu para não continuar à frente da bancada, “Não estava disponível porque foi um ano e meio muito duro, em circunstância difíceis. Foi um ano e meio de luta política muito violenta e eu achava que os tempos agora são de luta interna, entre candidatos que já se perfilaram, e o debate político deve ser entre essas pessoas”, defende.

Rui Rio ao anunciar esta segunda-feira a sua recandidatura assumiu também a liderança da bancada parlamentar do partido até ao Congresso Nacional que se reúne dia 8 de novembro em Bragança., uma má solução, mas que “…  o próprio dr. Rui Rio explicou que não é uma solução definitiva.”

O período até lá será pacífico, considera pois para Fernando Negrão, “… é importante para que o partido tenha um referencial de estabilidade e tenho a certeza que os deputados agora, por maioria da razão, compreenderão que essa estabilidade do grupo parlamentar é fundamental como referencial do PSD como um partido de oposição ao PS e a quem governa.”

Fernando Negrão lembra que Rui Rio tem dez anos de experiência enquanto deputado e recorda a sua capacidade para fazer oposição “acutilante” – estava sempre “muito bem preparado, nas áreas económicas e financeiras principalmente”, nota.

“Tenho a certeza que assumirá com convicção e vontade de construir uma verdadeira alternativa.”

Negrão garante que não sai “com mágoa nenhuma” da liderança da bancada parlamentar do PSD, até porque nunca sai com mágoa “de lado nenhum”. “Vejo tudo como uma experiencia, um ensinamento”, diz.

E não se candidata a líder… Mas lá teve de ser noticia!

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