Home África A Juventude Luta em Angola, cuidem-se!

A Juventude Luta em Angola, cuidem-se!

por Joffre Justino

O Movimento Revolucionário continua a sua democrática luta e hoje sábado, 19/10) estará nas ruas numa manifestação contra o aumento drástico dos preços da cesta básica convocada pelas redes sociais e espalhada boca a boca.

Este grupo de activistas foi vítima de forte repressão policial no passado dia 15 de Outubro, quando tentou manifestar-se frente ao parlamento contra o desemprego tendo apresentado esta quinta-feira uma queixa-crime por violência contra a polícia.

Se na passada terça-feira, 15/10, o Presidente João Lourenço proferiu no parlamento o tradicional discurso anual sobre o estado da Nação, um pouco antes este grupo desta feita de cerca de 20 manifestantes, desfilou frente ao parlamento, para exigir o cumprimento da promessa eleitoral de João Lourenço em 2017 de criar 500.000 empregos, no primeiro ano do seu mandato.

A manifestação convocada pelo Movimento Revolucionário “Primeira Geração”, propositadamente não comunicada às autoridades, foi proibida na véspera pela polícia, alegando a interdição de manifestar antes das 19 horas nos dias úteis, bem como por estar a marchar a menos de 100 metros de distância dos orgãos de soberania.

Os organizadores desta manifestação chegaram ao local pouco antes do discurso do Presidente e foram reprimidos por um forte dispositivo policial, de onde resultou a detenção de 18 pessoas e vários feridos que foram hospitalizados, e já com alta.

Geraldo Dala, o porta-voz da marcha do dia 15 de Outubro, que foi torturado, preso e hospitalizado sem a presença de um advogado afirmou que “a polícia agora está a tentar fazer-se de vítima…a polícia é que foi agredida e nós é que fomos arruaceiros e agressores…a polícia inverte o processo contra nós, a dizer que vamos ser ouvidos a partir da próxima semana”.

De recordar que a polícia abriu um inquérito interno para investigar se houve agressão por parte dos agentes, e garante que a confirmar-se estes serão responsabilizados.

Geraldo Dala assume outro posicionamento, “quem tem que ser responsabilizado, não são os agentes, são os homens que comandaram os agentes no terreno, e no caso, uma dessas pessoas é o próprio director das operações”.

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