Home Internacional Turquia, Siria, Curdistão,…e ninguem para esta parvalheira?

Turquia, Siria, Curdistão,…e ninguem para esta parvalheira?

por Joffre Justino

Já divulgamos o Comunicado do DIEM Lisboa e noticiamos agora que a Síria vai enviar tropas governamentais para o norte do país, e tentar travar a ofensiva turca contra as milícias curdas nessa região, segundo os ‘media’ estatais sírios que nos informam que o exército se prepara para entrar em cidades controladas pelos curdos que estão a ser atacadas pelas forças turcas.

“Unidades do exército árabe sírio estão a caminho do norte, para enfrentar a agressão turca em território sírio”, depois de negociações entre a administração semi-autónoma curda e o Governo de Bashar al-Assad, mediadas pelo Governo russo.

Esta noticia aliás foi confirmada pelo secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper, que disse ter tido conhecimento de conversações entre as milícias curdas e os governos da Síria e da Rússia (aliados), para encontrar forma de montar resistência aos ataques turcos, agora que os EUA estão a abandonar o território.

Ja o Governo sírio disse hoje que “todas as opções estão a ser estudadas contra a ofensiva turca”, recordando que já no final de 2018, o exército se mobilizara nos arredores de algumas das cidades dessa região.

Como de costume em grande atraso e sem ter em conta a UE, a Alemanha e a França discutem formas de estancar a ofensiva turca contra as milícias curdas com Presidente  Macron, a gerir a emergência no seu gabinete, a discutir a invasão turca e em contacto direto com a chanceler alemã, Angela Merkel, para tentar encontrar soluções apoiadas pela comunidade internacional.

Macron e Merkel afirmaram concordar que a ofensiva turca está a criar riscos humanitários “insustentáveis”, que podem fazer retroceder todos os avanços feitos na luta contra o Estado Islâmico na Síria, onde as milícias curdas tiveram um papel importante, combatendo ao lado dos Estados Unidos e de outras forças internacionais e juntamente com países como a Holanda e a Noruega, já anunciaram o embargo temporário à venda de armas à Turquia, membro da NATO, alegando que não podem permitir o uso do seu armamento na luta contra as milícias curdas na Síria.

Este cenário de guerra a envolver um regime quase fascista que já quis entrar na UE e está na NATO, põe ainda mais em causa estabilidade na região sul europeia e teoricamente deveria exigir forte reprimenda aos EUA e sanções bem mais duras à Turquia 

Joffre Justino 

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