Home Direitos Humanos Harmonia à vista na Concertação Social? Com “Diálogo faz de conta”?

Harmonia à vista na Concertação Social? Com “Diálogo faz de conta”?

por Joffre Justino

Convinha que Antonio Costa entendesse que a politica de rendimentos implica ou radicalização social ou alteração à legislação laboral “ à Vieira da Silva”, pois a primeira fase foi a luta radical de segmentos socio profissionais com autonomia especifica dada o peso na vida da comunidade e tudo indica que mostrado que ficou que quem radicaliza ganha então um “porque não nós”? 

Ao contrário do que disse o leader da CIP, na sequência destas reuniões dinamizadas pelo PS com os parceiros sociais,  os fraquíssimos resultados eleitorais do PSD e do CDS ( e até a não maioria absoluta do PS), estão eles sim diretamente ligados ao pacote laboral “Vieira da Silva”, pois por ora as pessoas mostram-se esgotadas destas “politicas de rendimentos” caritativistas e nao se reconhecem por tal com esta casta politica 

Mas estaremos a incluir o PCP nesta visao de uma “politica de rendimentos” caritativista, pois teve uma quebra de 115200 votos? 

Na nossa opinião não!

Os militantes do PCP ( e a sua direção)  estiveram na liderança das lutas por melhores salários, exceto as “lutas de profissões” feitas pelos PSD’s, e sobretudo estiveram quase sos na luta pelo Direito à Negociação Coletiva de Trabalho instrumento central para uma Democracia económica que em Portugal quase não existe, isto é quase deixou de existir 

Mais que uma política de rendimentos, mais que uma política de emprego ha uma promoção de uma Democracia económica  que urge desenvolver e estamos certos que podemos contar com a continuidade desse combate dos comunistas e de não poucos socialistas ( e crescerão!) e muitos bloquistas e que justificam em muito boa parte os votos ainda fixados na CDU 

Que tenderá a fazer crescer a CDU ( PCP+PEV) 

Onde falhou o PCP?

Antes do mais na dificuldade em comunicar antes do mais pois ha ruídos que o envolvem e mais ha poucos meios de comunicação que permitem superar esse ruído  

Depois porque nao apreendeu os desejos da juventude portuguesa na Defesa do Ambiente não tendo apoiado mais a atividade que terá de ser mais e mais autónomo do PEV

Ainda porque o PCP não tem incentivado a economia solidária e menos se tem mostrado a par da mesma separando-a de uma “economia social” caritativista da igreja católica e das raríssimas de Vieira da Silva 

Finalmente e a) apesar de vermos o Partido Comunista da China e o Partido Comunista do Brasil a par do brasileiro PT ( tudo partidos bem fora da orla soviética) nas Festas do Avante o certo é que continua a errar na relação Unidade e Critica que o leva a perder-se no campo internacional em apoios dados ao neo liberal e quase totalitário MPLA ou à monarquia disfarçada de comunista da Coreia do Norte; b) a velha questão  da UE de uma Federação de Estados na Europa em parceria, de cooperação efetiva com a Russia e a RPC que urge construir e c) o dinamizar o debate transnacional sobre as virtualidades e as limitações ( demasiadas!) do capitalismo de estado e claro sobre um essencial debate sobre o Socialismo 

Neste contexto é saudável ouvir a recusa de um diálogo “faz de conta” à “concertação social” onde a política de rendimentos se  tem centrado na sustentação teimosa dos baixos salários que limitam o crescimento do mercado interno portugues e alimentam a brutal concentração da riqueza em Portugal e é central um apoio critico na linha da Unidade e critica com o PCP 

Porque não é harmonia que os 49% de absentistas e votos nos brancos desejam na Concertação Social 

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