Home Internacional A UE só podia ter esta atitude, dizer não à ofensiva da Turquia sobre a Síria

A UE só podia ter esta atitude, dizer não à ofensiva da Turquia sobre a Síria

por Nardia M

Por uma questão de coerência politica, algo que  o sr Trump e as extremas direitas desconhecem o presidente da Comissão Europeia ainda em funções, Juncker, pediu hoje o fim da ofensiva lançada pela Turquia no norte da Síria, ameaçando que a manter-se a mesma, nenhum financiamento europeu será concedido ao plano turco de criar “uma zona de segurança” no território sírio, “A Turquia deve parar com a operação militar em curso. Não irá resultar. E se o plano da Turquia é a criação de uma zona de segurança, não espere pelo financiamento da União Europeia (UE)”, dito note-se em pleno Parlamento Europeu reunido em Bruxelas.

Juncker anunciou tal  logo depois de o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter anunciado o início de uma nova operação militar no nordeste da Síria contra a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG), apoiada pelos países ocidentais, mas considerada terrorista por Ancara, nesta guerra anti Síria que agora se transforma em anti Curda e contando com o apoio do trumpismo.

“A Turquia tem problemas de segurança na sua fronteira com a Síria, que devemos entender. No entanto, exorto a Turquia, bem como outros atores, a agirem com contenção. Uma incursão irá agravar o sofrimento dos civis, que já está além do que as palavras possam descrever”, reforçou Jean-Claude Juncker.

Note-se que no início da tarde de hoje, via Twittero meio de comunicação “in”, dos dias de hoje, por não permitir sequer grandes pensamentos, Erdogan anunciou o início da ofensiva, desta forma divisionista na região, “As Forças Armadas turcas e o Exército Livre da Síria (rebeldes sírios apoiados por Ancara) iniciaram a operação ‘Fonte de paz’ no norte da Síria”, declarou o Presidente turco que se sente com as costas protegidas  depois do anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, no domingo, de que as tropas dos Estados Unidos iam abandonar a zona em causa, por muitos recuos que agora faça pois agora Washington já não tinha “abandonado os curdos”, os mesmos que foram essenciais na derrota militar do grupo extremista Estado Islâmico, o EI.

Segundo Erdogan, a operação militar que arrancou hoje visa “os terroristas das YPG e do Daesh [acrónimo árabe do grupo EI]” e pretende estabelecer uma “zona de segurança” no nordeste da Síria.

Na verdade, os EUA e a Turquia acordaram em agosto último numa “zona de segurança”, separando a fronteira turca de territórios no norte sírio controlados pelos curdos, mas, perante aquilo que os turcos consideram ser a inação de Washington, as autoridades de Ancara têm ameaçado ao longo das últimas semanas concretizar o plano sozinhas.

Joffre Justino

imagem destaque: Lusa

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