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Os muitos caminhos das guerras regionais

por Joffre Justino

Os EUA não responderam ao desejado e a Turquia diz estar iminente operação militar na Síria “Fomos pacientes o suficiente”, disse Erdogan, dando a entender que Washington não respondeu como Ancara esperava para imporem juntos a chamada “zona segura”, uma faixa do território sírio na fronteira com a Turquia.

E assim o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse este sábado que “está iminente” uma intervenção militar em território sírio contra milícias curdas, pois chegou ao fim a paciência de Ancara para esperar pelo apoio dos Estados Unidos da América nesta operação, “Fizemos todos os preparativos, concluímos os planos da operação. Demos as ordens necessárias”, anunciou o chefe de Estado turco, num discurso aos membros do seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP). 

Desta forma Erdogan acrescentou,”A possibilidade de abrir as fontes de paz decididas, cujo processo já começou, pode ser hoje ou amanhã”, forma que anuncia que poderá começar a operação militar.

Um perito em segurança e ex-oficial do exército, Abdullah Agar, foi assertivo ao canal CNNTürk, estas palavras “significam uma ordem às Forças Armadas turcas para iniciar a operação”, com o objetivo de eliminar a principal milícia curdo-síria, Unidades de Proteção do Povo (YPG), e o seu braço político, o Partido da União Democrática (PYD) no território sírio a leste do rio Eufrates.

A relação do Partido Trabalhista do Curdistão (PKK), com a guerrilha curda ativa na Turquia, Ancara considera terroristas tanto as YPG como o PYD, mas se  o PKK é classificado como organização terrorista, não apenas por Ancara, mas também pelos Estados Unidos e pela União Europeia, ja estes dois últimos não consideram terroristas nem as YPG nem o PYD num daqueles cenários inimigo do meu inimigo meu amigo é, compkexizando as relações politico institucionais, com as milícias curdas a serem  aliadas dos Estados Unidos na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

Ancara esperava para impor junto com os EUA  a chamada “zona segura”, uma faixa do território sírio na fronteira com a Turquia. “Não dizem nada nesse sentido, pelo contrário, algumas autoridades [americanas] dizem que trabalham com eles. Então, o tempo das palavras acabou”.

A Turquia tem pressionado  os EUA para que se crie uma zona dita segura na Síria, uma faixa de 30 quilómetros ao longo da fronteira, onde planeia reinstalar refugiados sírios e a concretizar-se esta operação será a terceira feita pela Turquia com Ancara a insistir  que a presença das YPG e do PYD no leste do Eufrates é uma ameaça à sua segurança nacional e acusa os Estados Unidos de os armar e treinar.

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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