Home AmbienteBiodiversidade O CDS não existe? (ou o paradigma ecolo-social)

O CDS não existe? (ou o paradigma ecolo-social)

por Joffre Justino

Já é estranho que um partido, o CDS, que viveu 40 anos na oposição ( na Madeira), e a ser razoavelmente maltratado pelo sistemático vencedor, o PSD, se reconheça do arco do vencedor para salvar quem o maltratou 

Mais estranho é aceitar não gerar governo durante uns bons 15 dias ( fala-se de um governo regional), para na realidade auxiliar esse partido, o PSD, a não se minorar nas Legislativas minorando-se a si mesmo ao ponto de arriscar desaparecer como as sondagens mostram!

Estamos perante, na verdade, uma realidade não partidária desde que o conservadorismo neo liberal tomou de assalto o PSD e transformou o CDS num clube politico que traz à Direita poucas reflexões ( estas nascem fora dos partidos lamentavelmente) mas bons lobbies insatisfeitos com as governações desta família política pois na família ha sempre quem teime em exigir menos força sindical, menos responsabilidade social das organizações menos distribuição da riqueza e a haver que seja pela caridadezinha e sem responsabilidade num periódico pagamento.   

O CDS não parece pois existir, não parece ter filosofia ou programa próprio. e limita-se a um serventualismo das facções mais arcaicas da católica igreja, como a opus dei, calando quando estas funcionam em molde lobista usando do CDS ao BE para manter de pé os interesses desta igreja e aplaudindo se, por pura necessidade, o empurram para o governo 

Entende-se usualmente que um partido deseje crescer e ter a oportunidade de aplicar na governação o seu programa, satisfazendo assim não uma parcela de uma casta social mas sim uma representação social alargada, uma larga base social de apoio para quem sobretudo governa

O PCP apresenta-se como um partido de classe, operaria, na linha histórica leninista, do partido vanguarda da classe operaria que episodicamente se alarga ao conceitos dos “trabalhadores”, sobretudo agora onde na fabrica a Pessoa esteja a ser substituída pelo robot e, mais e mais, pela inteligência artificial.

É na realidade um partido com vocação de partido mais Frente e daí, na linha do seu historico leader FEPU/APU/CDU ( PCP+ MDP+ ID+Verdes) e só decresceu eleitoralmente quando esta realidade de real se degradou em formal 

Na verdade, a degradação da influência do operariado nas organizações, na economia, e a não perceção desta profunda alteração socio económica no mundo com o operariado a ser empurrado para a periferia económica fazendo dele uma “elite social” ao lado de uma sociedade  de pobres e marginalizados, e sequente adequação organizacional partidária, tem sido o cerne da fragilizaçao do PCP e das forças comunistas nesta globalização

Tal veio facilitar a transformação dos partidos políticos de forças socio políticas em clubes de interesses com a fragilização da sua influência política social e cultural, apesar da resistência do PCP a tal e do surgimento de associações políticas de lógica radical mas que não buscam à estruturação autônoma da sociedade função deixada à Esquerda ao Estado e à Direita às igrejas 

E neste contexto todas e todos acabam por olhar o CDS como um partido politico tal como ele próprio assim se olha esquecendo todas e todos que esta lógica de grupos de interesses a jogar no campo da gestão do Estado já existiu ao tempo do pós revoluções liberais de raiz maçónica anti absolutista católica depois do fracasso do expansionismo imperial absolutista napoleônico também ele maçónico 

E tendo existido da gestão de interesses evoluiu para a gestão de conflitos e desta para o conflito mais e mais global e agora em processo acelerado como vemos com esta estranha mancha de óleo que se espalha via Trump, Bolsonaro, Guaidó e afins.

Assim podemos pois dizer que o CDS existe sim, enquanto regresso aos partidos/ grupos de interesse e em Portugal, bem a par do PS cada vez menos partido ideológico de Esquerda, cada vez mais partido / grupo de interesses liberais, em concorrência aberta com idêntico PSD, depois de uma forte Resistência interna no PS para o manter no campo da Esquerda e do conceito partido de trabalhadores, como o via Antonio Janeiro e a ala Esquerda dos sindicalistas da UGT 

E se hoje o CDS é um agrupamento de interesses de facções direitistas católicas o PS navega entre uma Esquerda Liberal à Blair e uma Esquerda católica à velha JUC “enterrados” que estão os Maçons Radicais à Mário Soares 

O resultado destas mutações está à vista – elegemos pessoas ( PR’s) e grupos de interesses dizendo-os maioritários  por terem a seu lado um máximo de 25% de eleitores … 

A Democracia corre sim um elevado risco, sendo certo que novos paradigmas vão nascendo dando esperança para Outras Democracias como o paradigma ecolo-social ( que releve-se não se revê no PAN.., mas sabe que é por essa via que se terá de olhar para o planeta) 

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