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As razões de Jeronimo de Sousa e da CDU

por Joffre Justino

Num almoço comício em Barcarena, Jerónimo de Sousa apontou um dos temas que separam a Esquerda da Direita “ Estas questões das leis laborais sempre foram um espaço de conflito e separação entre esquerda e direita. E por isso mesmo é que consideramos que o PS voltou a apresentar um eixo de política de direita, avançando com medidas gravosas para os trabalhadores, através de alterações à legislação laboral”, e corretamente apontou a mais importante das razoes que levam a Esquerda Liberal a escorregar tão facilmente para a Direita.

Na verdade as alterações à lei laboral aprovadas em votação final global, em julho, com os votos favoráveis do PS, a abstenção de PSD e CDS-PP e voto contra das restantes bancadas entregaram via Vieira da Silva a economia no contexto dos Recursos Humanos à desarticulada visão oportunista de um patronato que sabe que está a chegar o tempo de mais e mais empresas sem Pessoas e com robots e de menos e menos empresas com Pessoas o que esquecem eles destruirá esta economia de mercado e tendencialmente a Democracia.

“E o Partido Socialista fez isto. E fez isto como? Com os parceiros do costume, com o pronto-socorro do costume do PSD e do CDS”.

Jerónimo de Sousa considera que um “partido de esquerda” não pode “admitir o fim da caducidade da contratação coletiva”, “os graus de desregulamentação dos horários de trabalho”, “estar de acordo com precariedade que trama a vida a tantos portugueses, particularmente jovens”, ou assumir “o alargamento do período experimental” para seis meses assumiu e bem gostem ou nao muitos socialistas, gostem ou nao a UGT/Psd de hoje !  

“Um jovem pode estar cinco meses e 29 dias com esse vínculo do período experimental, chega ao fim, e o patrão diz ‘vai-te embora’. Não recebe nem indemnização, nem qualquer retribuição, nem nenhum direito, nem conta para o fundo de desemprego”, denunciou corretamente o também cabeça de lista da CDU por Lisboa.

O leader comunista considera que o PS se aliou a PSD e CDS-PP tal “como tinha feito em relação às PPP (pacerias publico-privado)”, “ao Banif” ou ao “setor do táxi, no confronto com uma multinacional”.

E ao contrário de muitos analistas dizemos que a não vitória absoluta do PS passa por este pacote Vieira da Silva/ Esquerda Liberal.

Nardia M

Imagem destaque: Lusa 

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