Home Ambiente O ministro do Ambiente põe em causa o que disse António Costa nos debates de campanha!

O ministro do Ambiente põe em causa o que disse António Costa nos debates de campanha!

por Joffre Justino

Cansa, cansa mesmo a pouca humildade havida por ca na questão climática e outras mas agora nesta tematica que virou moda dizem que à custa de uma miuda sueca.. abençoada seja que conseguiu o que uns poucos milhares de ecologistas mundo fora nao conseguiram.

E agora portanto “aproveitemos a onda” e vá de fazer esta Cimeira do Clima na ONU todos juntos, todos ecologistas, antes isto que nada diga-se na verdade !

Esta referida cimeira sobre o clima sera realizada  na segunda-feira em Nova Iorque e diz um luso ministro que se diz do Ambiente que será um “grande sucesso” se grandes economias mundiais assumirem o compromisso de se tornarem neutras em carbono a meio do século, ele que sempre se desinteressou desse tema concreto como da poluição de aguas solos e ar ele ministro de Ambiente como se não tivesse qualquer responsabilidade.

Um Ministro do Ambiente e da Transição Energética, o sr João Pedro Matos Fernandes que segundo Antonio Costa o primeiro ministro deveria lidar tambem com a mobilidade que tanto ajuda à degradação climática  falou à Lusa sobre uma passeata a New York isto é, à cimeira de Ação Climática, marcada pelo secretário-geral da ONU, um ex PM portugues,  António Guterres, precisamente para Nova Iorque, na qual vai participar, claro que com outro passeante profissional,  o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Diz o pior ministro de António Costa que Portugal terá sido o primeiro país a marcar a meta da neutralidade carbónica (não produzir mais do que aquilo que pode resgatar), para 2050 seguindo a tradição propagandistica de conhecido Carlos Pimenta do PSD que muito falava e escrevia e nada fez pelo Ambiente alem de tomar de assalto associações ambientalistas que lhe fossem criticas!

Ao dizer que “alguns países muito dificilmente vão assumir o compromisso da neutralidade em 2050″, ( estará já a arranjar desculpas para os futuros herdeiros desta pasta?) Matos Fernandes diz que, se algumas grandes economias o fizerem, arrastando outros países, será muito bom o que releva a total descrença deste sr na Defesa do Ambiente, onde é ministro, “Não esperamos unanimidade, essa unanimidade não existe na União Europeia” (UE), diz Matos Fernandes, lembrando que na Europa nem todos os países assumiram compromissos sobre a neutralidade carbónica dando o ar de ele mesmo….

Diz ele pois que basta tentar que o maior número de países do mundo se comprometa com a neutralidade carbónica em 2050,”É absolutamente claro desde o ano passado que, para que os 1,5 graus (de aumento global da temperatura) não sejam ultrapassados no final do século, que o mundo seja neutro em 2050″. 

Na cimeira vai ainda procurar-se compromissos sobre o abandono do carvão para a produção de energia e sobre o fim de subsídios a combustíveis fósseis ePortugal que se viu utilizador de carvão em troca do nuclear como já escrevemos, já se comprometeu em encerrar as centrais termoelétricas e quanto aos subsídios, Matos Fernandes afirmou que há dois anos que estão “a desaparecer”, frase ridiculamente assassina do autor da mesma.

Em Portugal, “apesar de este Governo já levar dois anos de abandono dos subsídios, ainda existem os subsídios perversos que fazem com que por exemplo no ano passado se tenham perdido 400 milhões de euros no Orçamento do Estado com apoios, que veem de trás, de há muitos anos, e que correspondiam a isenções que eram dadas por exemplo na produção de eletricidade a partir do carvão”, mostrando o como as associações ambientalistas cederam por causa também de uns “subsídios”!

Descrente que é este ministro da pasta em que não crê acha que nada é fácil pois se em Portugal é relativamente fácil absorver os desempregados das centrais de carvão tal será mais difícil num país como a Polónia e para mais desculpas este ministro do que não gosta, o Ambiente, não tem dúvidas de que a UE devia falar a uma única voz na luta contra as alterações climáticas, tendo ainda assim a coragem de dizer que se bateu por isso num dos últimos Conselhos europeus.

Na entrevista à Lusa, Matos Fernandes assinalou que, das diversas coligações que vão ser construídas agora, a partir da cimeira, Portugal escolheu as soluções de base natural e territorial (‘nature-based solutions’) e vá de desmentir o PM “Nós não vamos chegar a 2050 com emissões zero (de dióxido de carbono, CO2). As 68 megatoneladas de CO2 de há dois anos serão, correndo as coisas de acordo com a nossa ambição, 13 megatoneladas em 2050. E a nossa capacidade de sumidouro hoje nem é dessa dimensão, anda entre as nove e as 10 megatoneladas”!

Uma vergonha Antonio Costa!

Joffre Justino

Imagem destaque : Lusa 

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