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Benguela, 1000 cidadãos dormem ao relento há quase uma semana

por Joffre Justino

Foram centenas de famílias as que perderam as suas casas no bairro “Autódromo”, arredores na cidade de Benguela e por tal manifestaram- se em protesto nesta quarta-feira, 18/09, em direcção ao palácio do governador Rui Falcão.

Foram então conduzidas para um frente-a-frente com o administrador municipal, a quem prometeram em tom de desafio  reerguer as habitações e em ambiente dd acesa discussão.

Viveu-se assim uma semana de tensão depois da ordem judicial que determinou a demolição de 255 casas, deixando sem abrigo mais de mil cidadãos benguelenses.

“Queríamos falar com o senhor Rui Falcão, para mostrar documentos, mas os polícias não deixaram. Fomos empurrados, se calhar porque estamos a dizer que amarrámos um polícia que estava lá a roubar o nosso material’’, queixava-se um dos munícipes.

Após um breve contato de menos de 30 minutos, o administrador municipal, Carlos Guardado, em declarações à VOA, dizia, “São ilegais, ocupantes ilegais. Não damos apoios a ilegais. Portanto, houve um grupo que ganhou a causa em tribunal’’.

A caminho de uma reunião do MPLA, o administrador abandonou a sala debaixo de protestos, com o grupo a prometer reconstruir as casas, exibindo documentos que diz ter sido passado pela própria Administração e contestando assim as afirmações do administrador.

‘’… mesmo que nos matem, vamos voltar. O senhor administrador não nos deu ouvidos, falou sem base’’, reagiu outro dos cidadãos.

Entretanto, o advogado das famílias, Chipilica Eduardo, afirma que, até agora,não foi notificado da decisão do Tribunal que dá razão ao grupo empresarial que também diz ser dono dos vários hectares, pelo que tenciona reagir a estas eventuais ilegalidades da acção da Polícia.

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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