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Razão e desrazão do ministro da Agricultura

por Joffre Justino

Esta questão das carnes está a tornar-se civilizacional sobretudo agora que um reitor de uma das mais antigas universidades decide proibir o uso de carne de vaca nas cantinas universitárias 

Até ao momento o tema comer ou nao carne de vaca ou nao vermelha ou branca era uma opção individual ou grupal mas da sociedade civil mas deixou de o ser vinda tal opçao de Coimbra um dos centros de Saber portugueses o que nos leva claro a ter de dar melhor atencao ao tema ate porque o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, saiu em defesa do comer carne de vaca e mostrou nas redes sociais, esta quinta-feira, estar contra a decisão da Universidade de Coimbra de eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro do próximo ano. 

Note-se que no Estrategizando temos bom redpeito pelo ministro Capoulas Santos pela sua capacidade negocial entre interesses antigos e pesados em Portugal com raizes na igreja catolica no fascismo no republicanismo conservafor como a CAP o tem mostrado desde 1974, 25 de abril, bem ao contrario de Vieira da Silva ( um dos da dita igreja) e o ministro industrialista dito do Ambiente que nem são capazes de saber que estamos nessa encruzilhada civilizacional que passa pelo travar do plastico das uber dos meios de locomoção a combustivel fossil dos incêndios florestais da poluição do ar, das àguas e solos  e das energias fosseis ou nucleares 

Na conta oficial de Facebook, do ministro Capoulas este lamentou que “até as vetustas paredes da centenária academia” sejam “permeáveis ao populismo e à demagogia”, discurso exagerado e que merece ser criticado como tal para permitir que a reflexão potencie essa evolução civilizacional sem dogmas 

Disse o ministro Capoulas, 

“Proibir ou educar? Não deixa de ser amargo constatar que até as vetustas paredes da centenária academia são permeáveis ao populismo e à demagogia. Sete séculos depois o decreto ainda derrota a educação, que é a maior garantia da liberdade individual e, dentro desta, da liberdade de escolha informada”, no Facebook.

Pensemos entao nesta questao de comer csrne ou não 

Assim carne é um tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente o que significa que não há carne sem gordura.

A diferença entre a carne branca e a vermelha está na quantidade de ferro no tecido o mineral que dá cor ao sangue e as células de animais grandes, como o boi, são ricas de uma molécula chamada mioglobina, que contém ferro, já os Peixes e as galinhas, que têm um corpo bem menor, não precisam de reservas tão grandes de nutrientes nas células e, por isso, têm menos mioglobina, também os animais mais velhos têm carne mais vermelha o que  explica a brancura do frango industrializado, abatido antes dos dois meses, se comparado à galinha do campo ou do mato que tem mais tempo para acumular mioglobina nas células.

O mundo cria 1,35 bilhão de bois e vacas um sétimo da população humana cria 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos o que somado todos eles já dá uma população de animais quase equivalente à humana e que é dedicada ( sem cada vez mais  algum carinho) a nos alimentar srm gosto por tal. 

Mas se juntarmos a população de frangos e galinhas que nos nos fornecem de ovos e carne branca com 14,85 bilhões então as coisas mudam para o equilíbrio nao muito sustentável.

Por exemplo o Brasil  com 172 milhões de cabeças de gado bovino quase uma para cada cabeça humana parece estar bem maiz ewuilibrsdo nao fosse esta população msis para a exportação  mas é verdade que o Brasil entre toda a sus pubreza é o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina e nao só pois um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.

Ora quem come mais carne, sobretudo a carne vermelha tem mais probabilidade de ter índices maiores de cancro e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta segundo as estatísticas globais 

Então Carne faz mal? 

Dizem-nos que nada é assim tão simples e pir exemplo nos últimos 30 anos, as autoridades alimentares dos Estados Unidos aconselham os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga, por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos, faz aumentar a taxa de colesterol e a causa de ataques cardíacos. 

Este conselho tornou-se uma regra mundo fora com a Organização Mundial da Saúde e vários governos a defenderem políticas de redução de gordura saturada, mas a duvida continua pois apos três décadas de pesquisas, nem tudo se encaixando no quebra-cabeças simplificado dominante.

Na Europa mediterrânea o consumo de carne vermelha tem aumentado e a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período, e na França, o país da pâtisserie, fã das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando com alguma dose de manteiga tambem tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.

No ano passado, o correspondente da revista americana Science,  Gary Taubes, um dos principais divulgadorex de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como um mero  “dogma”, pois Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não se chegou a uma prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados dizendo que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais – ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias, pois o corpo poderá tender a reclamar tal quando as calorias são insuficientes para saciá-lo, a fomeca enfim.

Ora tal deu origem a que o índice de obesidade tenha passado de 14% para 22% no país, ora a obesidade, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.

Mas parte importante do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga 

“Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares”, diz o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. 

Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo “mais carne, mais ataques cardíacos”.

Mas, o que salva os mediterranicos dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha tudo jumto?

Ninguém sabe ao certo. 

É certo que quem come carne morre mais de cancro  de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata mas não há elo linear entre carne e cancro .

Os vegetais fazem bem, uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz o risco do cancro no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além reduzir a possibilidade dos ataques cardíacos, pois as frutas  e legumes amarelos têm caroteno, que previne cancro no estômago; a soja possui isoflavona, que reduz a incidência de cancro de mama e osteoporose, o alho contem alicina, que fortalece o sistema imunológico, etc e assim se não está bem claro se a carne faz mal muito bem, não fará mas para se ser saudável, há que se ter uma dieta rica e variada de vegetais. 

Mas atenção não somos vegetarianos por natureza pois”O homem tem dentes pequenos e sistema digestivo curto, características de onívoros”, afirma o antropólogo físico Walter Neves, da Universidade de São Paulo, maior especialista brasileiro em homens pré-históricos. Isto é o nosso organismo está preparado para comer de tudo, inclusive carne e somos pois como o chimpanzé, que, além de plantas, cata insetos, lagartos e roedores e mais diferentes do gorila, que só come plantas e, para isso, tem dentes molares imensos e uma barriga enorme sendo que os dentes grandes servem para criar mais área de mastigação e, assim, triturar melhor as folhas e tirar delas os escassos nutrientes e a barriga abriga o intestino e o estômago, que são bem maiores para dar mais tempo ao organismo de absorver o que interessa.

Walter entende que num passado longínquo nos alimentávamos como os chimpanzés, mas há 2,5 milhões de anos nossa dieta mudou. 

Começamos a fabricar instrumentos de pedra e as novas armas permitiram que incluíssemos no cardápio a carne de grandes mamíferos.

 E a nossa ingestão de proteína animal aumentou e “Sem isso, não teríamos desenvolvido um cérebro grande”, diz Walter. 

O aumento súbito de proteína na dieta permitiu que nosso corpo investisse mais recursos no sistema nervoso e hoje de 30% a 40% de tudo o que comemos vira combustível para fazer o cérebro funcionar pelo que sem o aumento na ingestão de carne, tal jamais teria sido possível.

Releve-se que na mesma época, surgiu um gênero de humanídeos estritamente vegetarianos, conhecidos como Paranthropus, e que tinham grandes molares, eram barrigudos e não comiam animais de nenhuma espécie, nem insetos. 

Esses humanos vegetarianos conviviam com os humanos caçadores havendo até um lago no Quênia onde foram encontradas ossadas das duas espécies, com aproximadamente a mesma idade, a poucos quilômetros de distância.

O Paranthropus extinguiu/se há 1,2 milhão de anos, provavelmente porque a sua dieta mais restritiva o limitou na competição com os nossos ancestrais de alimentação variada sendo provavel que estes nossos primos vegetarianos fossem muito menos espertos que os seus contemporâneos Homo, como atesta o tamanho de seu cérebro. “Eles investiram os recursos do organismo em dentes, os Homo investiram no cérebro”, diz Walter.

Há ainda quem resolva o problema dizendo que o problema de comer carne é moral pois não teríamos o direito de matar para comer. 

Ora boa parte da indústria de vestuário depende de animais, do couro, ao fio de seda, que exige ferver o bicho-da-seda os filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca isto é um vegan radical só tira fotos digitais. 

Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio, o sangue bovino gera um fixador para tinturas e a gordura vai para pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC, os cremes de barbear, champôs, cosméticos e o dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina. 

A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa havendo um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia, com a gelatina a dever a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos, como quase toda comida elástica contém colágeno, como a chiclete. 

Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro ou dos bovinos, e vários outros animais são usados pela indústria alimentar pelo que os Vegans terão de estar bem atentos aos rótulos e evitar dois corantes coxonilha e carmin. 

O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos e o segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.

Ha quem defenda e parece que bem, que se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo, pois os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra, e como exemplo digamos que uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água.e num dia, consome até 100 litros. 

Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água, mas um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água, mas atenção ha que ter em conta que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais pois um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. 

Outro problema  é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos e num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

Mas pior a pecuária esgota o planeta de outras formas. “Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir”, diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin com uma pressão enorme para o derrube das florestas, ( a Amazonia) vem em grande parte da necessidade de pasto e entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global pois ps gases da flatulência de bois e ovelhas, estão, espantem-se entre os principais causadores do efeito estufa.

Gostemos ou nao ao comermos carne, somos indiretamente responsáveis pela morte de seres que têm pai, mãe, sofrem, sentem medo. “Os vertebrados sentem dor”, diz Rita Paixão, fisiologista e bioeticista da Universidade Federal Fluminense. 

Um facto a que quem come carne nos temos de acostumar com ele podendo ao menos minimizar o sofrimento, escolhendo comidas que impliquem menos crueldade pois o mercado oferece alternativas.

Uma delas são os ovos  produzidos por galinhas criadas soltas, em companhia de galos, sob o sol, um desinfetante natural diga-se, comendo o que querem com seus bicos inteiros. 

Um bife tem a mesma composição que os músculos do nosso corpo pois as proteínas das quais ele é feito são, também, iguais às suas, feitas com os mesmos aminoácidos contendo tudo o que necessitamos 

Já as proteínas vegetais são mais simples não contêm todos os componentes que necessitamos sendo a soja entre os vegetais a que tem as proteínas mais completas por isso um vegan vai precisar de grandes quantidades e de muita variedade de vegetais mas desde “ que sigam essa regra, os vegans tendem a ter uma dieta até mais equilibrada que os ovolactovegetarianos, já que não ocupam lugar no estômago com ovos e leite, que são pobres em vários nutrientes”, diz o nutricionista vegan George Guimarães.

Não há pois resposta simples ao desafio civilizacional que os sete biliões de cidadaos a terem de ser alimentados impõem sobretudo sobre a Natureza mas a tendência aponta para uma visão onde as CAP não cabem mais, nem os da “bancada do boi” brasileiros com a sua visão destruidora da Amazonia havendo como se vê texto fora também que ter alguma cautela sobre fanatismos alimentar-religiosos de não poucos vegan pelo que por ora o caminho deverá estar algo entre o reitor da univ. de Coimbra e o ministro Capoulas Santos que isto de mutações civilizacionais radicais nao é conveniente surgirem via roturas radicais 

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