Home África Filho de dos Santos ex presidente do MPLA e de Angola (nunca eleito) acusado de fraude e branqueamento de capitais

Filho de dos Santos ex presidente do MPLA e de Angola (nunca eleito) acusado de fraude e branqueamento de capitais

por Joffre Justino

Chama-se José Filomeno dos Santos, chegou a ser apontado com herdeiro do pai no cargo de PR mas acabou preso, com o novo PR Joao Lourenço, e ver-se-á sentado no banco dos réus a 25 de setembro de 2019, quase coincidindo com a comemoração de um aniversario, o da primeira posse do seu pai como PR a 21 de setembro de 1979, portanto há 40 anitos ( menos 6 que a ditadura do salazarento).

Filomeno dos Santos ou Zenu como é mais conhecido envolveu o pai e envolveu-se na criação de um Fundo Soberano de Angola que envolveu algo como pelo menos  3875 mil milhões de dólares em boa parte recuperado com as prisões de Zenu e do seu suíço angolano socio Jean-Claude Basto de Morais e que está na raiz da acusação de que é alvo – burla por fraude, tráfico de influência e branqueamento de capitais 

A movimentação anti santismo de João Lourenço atual PR de Angola e do MPLA já permitiu ao Estado angolano perto de 15% dos capitais ilegalmente retirados de Angola e espalhados mundo fora ( e também em Portugal) o que tem sido saudado por muitos oposicionistas ao regime mplistas mesmo sabendo a pouco 

Há ainda muito a fazer para que uma cultura de reconciliação nacional se cimente em Angola mas o passo dado da entrega do corpo de Savimbi à família, algo que aconteceu 17 anos depois do suicídio/assassinato deste leader angolano  foi determinante 

Há no entanto muito a relatar e continuando esta senda de ir relatando parte dessa escondida verdade bale recordar que Jonas Savimbi esteve com Nelson Mandela e em que circunstancias e valer-nos-emos de relatos da DW, 

“Se a primeira viagem de Mandela ao país foi quase um conto-de-fadas, a segunda visita, realizada a 29 de Abril de 1998, veio embrulhada em polémica. Nelson Mandela retornava a Angola em visita oficial, já como Chefe de Estado sul-africano. Foi recebido na Assembleia Nacional por Roberto de Almeida, ex-presidente do parlamento, e ovacionado por todos os partidos políticos presentes.

Mas antes da visita, Mandela tinha recebido na sua casa Jonas Savimbi, líder histórico da Unita (morto em combate em 2002, no Moxico). A ideia era aproximar as duas facções e promover a paz, mas o gesto foi um murro-no-estômago do governo e do MPLA. Manuel Augusto, que esteve envolvido directamente nestes processos, recorda o sentimento nas hostes governamentais.

“Na altura, pelo timing e pelo contexto militar, achámos que o convite de Mandela a Jonas Savimbi não fazia muito sentido. Se analisarmos bem, foi a partir de 1997-98 que a força militar da Unita começou a ser desintegrada, até porque a condenação internacional (das Nações Unidas, Europa e EUA) começou a fazer efeito. Hoje, ao recordar a postura de Nelson Mandela em relação ao nosso processo de paz, julgo que ele foi levado por uma perspectiva idealista. Não podemos nos esquecer das condições em que tinha vivido durante 27 anos: enclausurado numa prisão, longe de tudo e, por isso, com dificuldade em compreender que algumas coisas tinham mudado. Havia dinâmicas que ele desconhecia. Por outro lado, Mandela não compreendia que o processo sul-africano apenas foi possível na África do Sul. Porque cada país tem a sua história e a sua realidade. Nelson Mandela acreditava verdadeiramente no perdão, mas por vezes isso não é possível”, acredita Manuel Augusto, actual secretário de estado das Relações Exteriores.” 

Se o regime de Luanda tudo fez para desvalorizar a tentativa de Mandela em favor do fim de uma guerra civil que parecia nao findar a verdade é que Jose Eduardo dos Santos não perdoou o esforço de Paz de Mandela e recusou estar presente no funeral deste leader mais que sul africano na realidade africano! 

Assim José Eduardo dos Santos não cedendo e apesar das críticas internas e internacionais por não ter decretado um dia de luto e não ter ido às exéquias de Nelson Mandela manteve essa atitude arrogante . 

José Eduardo dos Santos aliás nem fez nenhuma declaração pública sobre o legado deixado por Mandela, ao contrário de muitos outros líderes mundiais, especialmente africanos 

Na verdade este PR angolano nunca eleito além dos esforços de Paz de Mandela tinha outra ferida nunca sarada face a Mandela e ao ANC – o MPLA em vez de procurar integrar a comunidade branca portuguesa angolana, luso angolana e portuguesa esforçou-se por a afastar e trocar pela comunidade branca e mestiça dos países de leste e de Cuba gerando, alem dos 40 mil mortos do 27 de maio de 1977, de negros na sua imensa maioria e escolarmente qualificados, também a total destruição do tecido económico e administrativo do pais ainda hoje em difícil recuperação, sem esquecer claro as 3 guerras civis pós Independência que impôs 

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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