Home Política Mais uma Demissão no Governo… quem ganha, quem perde?

Mais uma Demissão no Governo… quem ganha, quem perde?

por Joffre Justino

O Governo informou esta quarta-feira, através de um comunicado enviada à comunicação social, que o ministro da Administração Interna aceitou o pedido de exoneração apresentado pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves. 

Foram invocados “motivos pessoais”, sendo que o secretário de Estado da Proteção Civil já havia apresentado a demissão no momento em que foram feitas buscas ao Ministério da Administração, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e a vários locais no país, sabendo-se agora que Artur Neves foi constituído arguido na sequência de buscas desencadeadas pela Polícia Judiciária relacionadas com o caso das golas anti-fumo.

E assim surge um comunicado do MAI, onde se pode ler que, “Na sequência do pedido de exoneração, por motivos pessoais, do Secretário de Estado da Proteção Civil, o Ministro da Administração Interna aceitou o pedido e transmitiu essa decisão ao Primeiro-Ministro”.

A Procuradoria-Geral da República confirmou que se encontram em curso “oito buscas domiciliárias e quarenta e seis não domiciliárias”, estando em causa, “factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude na obtenção de subsídio, de participação económica em negócio e de corrupção”, assim como, “práticas levadas a cabo no contexto de uma operação cofinanciada pelo Fundo de Coesão da União Europeia.

O caso das golas anti-fumo levou, no final de julho, à abertura de um inquérito sobre a contratação de material para o programa de sensibilização e na altura, esse inquérito levou à demissão do adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, Francisco Ferreira, depois de ter sido noticiado o seu envolvimento na compra dos ‘kits’ de emergência, até porque Francisco Ferreira admitiu, na altura, que selecionou as cinco empresas para apresentarem propostas para o fabrico das golas.


Também no final de julho, refere a Lusa, foi noticiado o envolvimento do filho de Artur Neves, Nuno Valente Neves, em contratos celebrados com o Estado, o que na altura, levou o secretário de Estado, agora demissionário, a negar qualquer tipo de influência.

E como entendemos esta urgência em fazer baixar a cotação do governo e por consequência do PS, dado um temor absurdo de uma maioria absoluta do PS, nós que nem estamos a apoiar o PS mas as Esquerdas e preferencialmente a CDU, temos de reafirmar que este tipo de movimentações geram, ao contrario do que pensam alguns marketeers, reações bem contrárias às sonhadas, quando dos indecisos falamos, só afetando e para a polémica baixa os “do clube”!

E de novo recordamos – se com primarias a dar credibilidade aos eleitos e destes ao governo como a tendência de Daniel Adrião defende, o PS e o governo não estariam a sofrer estes abalos!

Joffre Justino

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