Home Opinião Garcia Pereira, ‘Por um país mais justo’

Garcia Pereira, ‘Por um país mais justo’

por Mafalda Gomes

Garcia Pereira, advogado, professor e ex-dirigente do MRPP, lançou o livro ‘Por um país mais justo e outras crónicas”, esta terça feira no Instituto Superior de Economia e Gestão. O livro foi apresentado pela Prof. Doutora Clara Raposo, o Professor Santana Castilho, e o cineasta António Pedro Vasconcelos. 

O sistema é injusto, escolhe lados, tem força, parece indissolúvel… Ainda assim, este livro espera atingir a subversão, a luta, o combate às injustiças, ao que está mal e precisa de mudar. De um lado, o conformismo, a impotência, do outro, os interesses económicos e o sistema político…. É difícil subsistir, resistir, mas é essa a mensagem do livro, e da vida de Garcia Pereira. 

No prefácio do antigo presidente da república Ramalho Eanes pode ler-se que o autor “tem procurado, sempre, na sua ação de cidadania, não renunciar quer às utopias, quer ao combate político” 

“Este livro é um livro de resistência, de luta, contra a injustiça, opressão, prepotência, arrogância, exploração, mentira” afirmou Garcia Pereira. Com esta obra pretende contribuir na luta “por um mundo melhor e mais justo.” 

A propósito da escola citou Rubem Alves que disse: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” Em tempo onde a mentira, a infâmia, a corrupção, o imediato, o superficial e o espectacular, dominam todas as estruturas sociais e políticas, é preciso encorajar o espírito crítico e “é esse o papel da escola.” 

“Mesmo quando o mar parece mais alto que a terra, e ele nunca o é, jamais devemos esquecer as palavras do reitor da Universidade de Salamanca enfrentando um general fascista que gritavam ‘viva la muerte’. ‘Podereis vencer agora porque tens a força bruta, mas não vencereis nunca porque para convencer há que persuadir e para persuadir é preciso algo que vocês não têm: razão e direito’”. 

Esta obra pretende não só denunciar o sistema, através do relato de histórias reais, mas também encorajar a denúncia; a luta; a liberdade. 

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