Home América Latina Bolsonaro : o idiota do ano nos media das Espanhas …

Bolsonaro : o idiota do ano nos media das Espanhas …

por Joffre Justino

Na verdade, até os media brasileiros divulgam mais este desaire de Bolsonaro já que não foi “pessoa do ano” da Time, nem o “marquês de Pombal da Amazónia”, dado o dramático desastre de fogos postos na Amazónia mas fica na Historia como um dos “imbecis de 2018” nos media espanhóis! 

Assim a revista El Jueves não poupou o capitão eleito presidente no Brasil tal como a revista The Mongolia. 

Na El Jueves (espanhol para “quinta-feira”), um semanário satírica espanhol com sede em Barcelona, e nele Bolsonaro saiu numa lista de personalidades escolhidas “Los Gilipollas de 2018 e vale recordar que Gilipolla significa “imbecil”, “tonto”, “idiota”.

Entretanto o Conversa com Bialde segunda-feira, 16/9, relatou uma história que para a história – a do jovem capitão Jair Messias Bolsonaro, que em 1987, então com 32 anos, foi acusado de terrorismo. 

Ele planeou explodir bombas em quarteis como protesto contra os baixos salários da tropa segundo a conversa é com Luiz Maklouf Carvalho, autor de “O cadete e o capitão – a vida de Jair Bolsonaro no quartel” e Elizabeth Diniz Souto, a advogada de Bolsonaro no Supremo Tribunal Militar, STM, na época.

Considerado culpado em primeira instância, ele foi estranhamente absolvido pelo STM em 1988 e nesse mesmo ano, deixou a farda para entrar na política. 

O programa mostrou com exclusividade, áudios que, segundo o Maklouf, sugerem que o julgamento foi uma armação que citamos, 

“Eu tive segurança para afirmar que o julgamento foi um grande combinado.”

“Nós absolvemos o senhor, mas o senhor sai do exército.”

Luiz Maklouf Carvalho o autor desta obra escreveu oito livros-reportagem, e ganhou dois prêmios Jabuti. 

Note-se que Em 2005, bem antes da Lava-Jato, publicou “Já vi este filme”, uma série de episódios de corrupção e desvios de conduta do PT infelizmente esquecendo o MDB e o PSDB 

Segundo criticos analistas este livro é de leitura obrigatória para quem quiser apreciar e dar um qualquer julgamento opinativo sobre o presidente Jair Bolsonaro.

O livro O Cadete e o Capitão – A vida de Jair Bolsonaro no quartel, de Luiz Maklouf Carvalho mas atenção é bom acabar de vez com a imbecilidade de achar Bolsonaro um ogro, tosco, despreparado ou incapaz dizem outros que nao aceitam a opinião vinda das Espanhas . 

O livro regista inúmeros documentos do “cadete 531” e o seu desempenho acadêmico como militar e segundo trechos do livro:

– “Nos exames finais do primeiro ano da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), a nota mais alta do cadete 531… foi geometria descritiva, 9,3. Tirou 8,7 em matemática… 7,7 em filosofia; 7,3 em física 1…”

– “O cadete 531 fechou seu segundo ano na Aman com 9,5 nas matérias militares do grupo 1. Tirou 8,8 em estatística; 8,5 em matemática; 7,8 em tipografia…”

Uma das sensações estranhas de ler o livro de Maklouf é que, pela primeira vez em muitas anos, é possível para o leitor atravessar páginas e páginas de algo sobre Bolsonaro sem um único adjetivo. 

Nem Mito, nem Bozo. Apenas fatos. Objetivos e documentados.

A maior preciosidade do livro é que tanto quanto Lula, Bolsonaro também foi acusado e julgado. E Maklouf desvenda – com base em documentos do Superior Tribunal Militar – uma interpretação desse julgamento acima referido.

Ou seja, o livro não diz que Bolsonaro foi um aluno genial. Longe disso, segundo a vasta documentação pesquisada, mas o grande salto na vida do então capitão foi um artigo seu, publicado na revista Veja, em 1987, com o título “O salário está baixo”.

No texto, o então capitão no ativo dizia que “torno público este depoimento para que o povo brasileiro saiba a verdade sobre o que está ocorrendo na massa de profissionais preparados para defendê-los”, dizia o capitão Bolsonaro que 32 anos depois, já presidente da República, diria: “O Exército vai entrar em meio expediente, porque não tem comida para dar para o recruta, que é o filho de pobre. A situação que nós encontramos é grave. Não há maldade da minha parte. Não tem dinheiro, só isso, mais nada” deixando Bolsonaro e os militares que ficam com  destino incerto.

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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