Home Estado O vai-vem das sondagens e a urgência no Apelo à Participação

O vai-vem das sondagens e a urgência no Apelo à Participação

por Joffre Justino

Parece que se continua a não duvidar de uma significativa vitória do PS nas eleições legislativas de 6 de outubro, só que o vai-vem dos votos que, nas sondagens, vão dos 38% aos 42%, de uma garantida maioria absoluta a uma significativa maioria relativa para o PS, fazendo-o necessitar do apoio de outros partidos para uma governação estável torna o ambiente politico, felizmente, bem instável.

Já o campo da abstenção continua razoavelmente ignorado e, na verdade, a mostrar como os do status quo não se preocupam com quem não vota e os que de fora dele a mostrarem-se adormecidos.

 Note-se que a vantagem do PS sobre o PSD, varia entre os 12% e os  15,9 %, caso bem raro em Portugal, levando alguns dos pesquisadores das sondagens a garantir que o PS se com mais de 15 % de votos que o PSD  pode chegar à maioria absoluta com 39% dos votos ( Rui Oliveira e Costa dixit) o que resoça o fracasso da atual elite politica à Direita numa circunstância bem original em toda a UE já que nem resultando tal da ascensão de um qualquer bando fascista.

Assim nas mais recentes sondagens o PS  recua 4,4% dos votos para os 39,2% comparando as sondagens da Pitagórica, a atual e a do mês anterior.

O PSD recuperaria 2,9% para os 23,3%, ficando agora a 15,9 p.p do PS.

Já o Bloco de Esquerda mantém-se nos 10% mas vê a distância para a CDU recuar pois esta coligação sobe face a agosto e fica nos 7,7%.

O CDS-PP, recupera muito ligeiramente e fica nos 5,6%, o PAN está estável nos 3,2%, a Aliança nos 1,5% e o Livre a quedar-se nos 0,9% ainda não chega ao almejado deputado.

No Estrategizando além de desejarmos uma vitória clara das Esquerdas continuamos a teimar que não conseguimos concordar com os nossos amigos anarquistas e teimamos na óbvia vantagem mínima do voto como meio de  decisão sobre quem governará desde que controlada/ reforçada pela realização de referendos nacionais e locais e pelo direito de cidadãos e grupos de cidadãos a candidatarem-se às legislativas e locais.

Ora para que a elite política ( hoje quase classe política)  seja confrontada com a possibilidade real de novos modelos de organização democrática e portanto participativa do Estado urge motivar os Cidadãos para a participação ativa em eleições em referendos e na intervenção social e política contestando assim a ambição das elites em que o status quo se mantenha ( porque assim para ela está bem).  

Ora surpreender a elite política levando ao parlamento minoritários alterando assim a regra dos “do costume”, e ou organizar referendos centrados nas famosas “causas fraturantes” será a única via para fragilizar os novos pequenos poderes desta elite quase classe social autónoma, mas enfim em Portugal a intervenção política continua a fazer-se com muito baixo indice de criatividade.

A título de exemplo na circunstância atual onde a sociedade está construída na base dos baixos salários da redução da Democracia económica e  da fraca participação sindical dos mais carenciados parece ser útil que o voto sendo nas Esquerdas se foque na CDU a coligação mais centrada nos mais fragilizados, nos Direitos económico sociais  e na defesa do Ambiente mais inserido no tecido económico social.

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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