Home Ambiente Ninguém cumpre? Antonio Costa, e restantes leaderes dos outros partidos, Portugal não cumpre o Acordo de Paris?

Ninguém cumpre? Antonio Costa, e restantes leaderes dos outros partidos, Portugal não cumpre o Acordo de Paris?

por Joffre Justino

Que andou então a fazer o ministro do Ambiente para termos de ouvir um ex-responsável da diplomacia norte-americana,  John Kerry,  a dizer, como fez  hoje que o mundo está a perder a luta contra as alterações climáticas porque ninguém, ( insistimos ninguém, Portugal incluído portanto), cumpre os compromissos assumidos no acordo de Paris e havendo ate líderes que não acreditam na ciência ( Bolsonaro por exemplo um amigo de MRSousa, por acaso PR de Portugal…).

E diz John Kerry, “… é que não estamos a ganhar. Não há um único país a fazer aquilo a que se comprometeu em Paris”, disse John Kerry, em Lisboa, no último dia da conferência “Futuro do Planeta”, promovida pelas fundações Oceano Azul e Francisco Manuel dos Santos ( e que fazem as empresas que apoiam estas duas fundações?).

E recorda John Kerry que na cimeira do clima quase 200 países se comprometeram a limitar o aquecimento global, estabeleceu-se um fundo verde que receberia 100 mil milhões de dólares, 90,2 mil milhões de euros, e escandalizemo-nos, “Sabem quanto é que lá está? Menos de cinco mil milhões de euros. Como é que podemos dizer a alguém que levamos isto a sério? Ainda não estamos a levá-lo a sério”, disse a uma plateia repleta, no Teatro Camões, no Parque das Nações.

Para Kerry, “é crítico elevar o esforço e forçar o sistema a responder”, lembrando o movimento cívico que levou à primeira criação de legislação ambiental significativa nos Estados Unidos no princípio da década de 1970 e defendendo que é preciso “chamar os políticos à responsabilidade” e travar a exploração e contaminação dos oceanos aquele espaço Portugal é ( lembram-se de Cavaco Silva?) imenso!

“Isto não diz respeito só aos peixes e às tartarugas. Diz respeito a nós, porque 51 por cento do oxigénio que respiramos vem do oceano. Eu aprendi isto no liceu e é importante termos Presidentes de nações e líderes que compreendem e acreditam na ciência”, salientou.

Em 2015, os signatários do acordo, mesmo “os relutantes, que tinham que ser arrastados para a mesa das negociações”, disseram que iam aplicar capital nas energias renováveis e que “isso aconteceu…no primeiro ano”, com “358 mil milhões de dólares investidos, que pela primeira vez na história humana foi mais do que se investiu nos combustíveis fósseis”.

No ano seguinte, “a mesma coisa, mas depois mudou, apareceu o Presidente Trump”, e “no ano passado, as emissões [de dióxido de carbono] subiram na Europa, nos Estados Unidos, no mundo inteiro” mais ainda recordes de temperatura sucedem-se há décadas e “alguém, presidentes, ministros das Finanças”, deviam entender a mensagem.

O problema, afirmou, é que os governos ainda são demasiado lentos para um mundo em que “as ideias se movem mais depressa, como as mentiras, como os bens de consumo, as pessoas, a tecnologia ou a inteligência artificial” e  é preciso, “mover uma massa de pessoas com o direito de voto, para votarem pelo futuro”, na verdade os governos não são lentos, estão é amarrados a interesses industrialistas “à séc. XIX tal qual o ministro do Ambiente deste governo em fim de festa “à ultrapassada esquerda liberal”.

E John Kerry insiste “Não estamos a dar conta do recado. Por isso é que uma data de miúdos faz greve à escola e nos abana para acordarmos e reconhecermos que as alterações climáticas estão a mudar a química básica dos oceanos, mais depressa do que aconteceu nos últimos 50 milhões de anos”, e é assim que pjá se contam pelo menos “500 zonas mortas” nos oceanos, “todas criadas pelas escolhas feitas pelos humanos, lugares onde nada vive”.

John Kerry temperou o pessimismo com a convicção de que, fazendo das questões ambientais uma questão de votos, é possível chegar às mudanças necessárias o que é sem duvida a solução que esperamos que Verdes e PAN nos tragam !, 

“É o desafio do nosso tempo, não só da nossa geração, mas de todas. Estamos aqui juntos porque é a luta das nossas vidas. Se não acham, passa-se algo de errado convosco”, disse à plateia, durante o debate que protagonizou com a bióloga marinha norte-americana Sylvia Earle.

Para quem desde finais dos anos 70 e 80 do séc. XX se bateu nos Amigos da Terra por outra mentalidade e outras práticas económicas estes quase 40 anos perdidos são um escândalo horroroso ! 

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