Home Ásia E a guerra comercial EUA / China a dar mau resultado

E a guerra comercial EUA / China a dar mau resultado

por Joffre Justino

Os EUA aplicaram como sabemos uma taxa de 15% no passado dia 01 de setembro a importações chinesas avaliadas em 101 mil milhões de dólares (112 mil milhões de dólares à cotação atual) e que incluem bens como têxteis, calçado, material escolar, alimentos e outros produtos e em resposta obvia a China aplicou taxas entre 5% e 10% a produtos americanos avaliados em 68 mil milhões de euros (75 mil milhões de dólares).

Por tal o FMI alertou hoje que a guerra comercial entre os EUA e a China deixou de ser uma ameaça e está já provocar o abrandar do dinamismo da economia mundial, que evolui a um ritmo “relativamente lente” pelo que a equipa do FMI já tinha avisado que “as tensões comerciais constituíam uma ameaça e o que dizemos agora é que não são só uma ameaça, porque já estão a começar a abrandar o dinamismo da economia mundial”.

Nas suas últimas estimativas sobre o possível impacto das tarifas impostas mutuamente entre as duas maiores economias mundiais, o FMI calculou que a guerra comercial poderia reduzir o PIB mundial em cerca de 0,8% em 2020 e levar ainda a mais perdas nos anos seguintes.

Rice o representante do FMI reconheceu que o ritmo da atividade económica mundial “continua a ser relativamente lento”, uma evolução provocada pelo aumento de tensões comerciais e geopolíticas, que “resultaram num aumento da incerteza … Isso tem repercussões nos negócios e comércio mundial”, explicou o porta-voz.

No seu último relatório de perspetivas económica globais, apresentado em julho, o FMI reduziu as previsões de crescimento global deste ano para 3,2%, devido à guerra comercial e outras tensões internacionais.

Esta madrugada, os dois países anunciaram que iam atrasar a imposição de mais tarifas, numa decisão que parece demonstrar uma tentativa de arrefecer a tensão.

Entretanto na mesma conferência de imprensa, e tentando salvar Macri contra o peronista Fernandez, Gerry Rice garantiu que o FMI estava “plenamente comprometido” na ajuda à Argentina, reconhecendo que o país está numa situação “extremamente difícil”.

“O nível de inflação continua muito elevado e isso fez aumentar a taxa de pobreza”, ao mesmo tempo que a atividade económica se reduziu, de acordo com o porta-voz do Fundo.

Rice confirmou que uma delegação argentina irá a Washington no “final de setembro” para continuar a negociar com o FMI sobre um programa de assistência financeira avaliado em 56.300 milhões de dólares (51.071 milhões de euros).

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.