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O leader do Nós, Cidadãos !, na Lusa

por Joffre Justino

À lusa o presidente do Nós um dos partidos-cisão do passos pórtismo, referiu que “O governo de Passos Coelho castigou os portugueses com algum pessimismo. O governo António Costa serve muito otimismo. Nós não fazemos uma coisa nem outra”, ao defender a sua candidatura 

 em 17 círculos eleitorais, e querendo o Nós, Cidadãos!, ser uma alternativa aos “políticos profissionais” e querer combater a abstenção que rondou os 70% no último ato eleitoral.

Para Mendo Castro Henriques, “quanto mais forte é a sociedade civil, melhor é o Estado. O Estado português é mau porque está nas mãos de políticos profissionais, ainda para mais de partidos que se esvaziaram ideologicamente. O Estado vai melhorar quando a sociedade civil o reanimar”.

Referindo-se sobre “geringonça”, o professor universitário admitiu que, no início, pensava que a “solução não iria chegar ao término … Pensei que as tensões entre o PS, o PCP e o BE seriam demasiado grandes e que iriam romper”, disse, acrescentando que, afinal, não existem assim tantas diferenças entre os partidos, “O programa do BE, se tirarmos algumas causas fraturantes que adotam, do ponto de vista económico é um programa social-democrata puro. Podia ser do PSD”, argumentou dando razão a Catarina Martins que declarou o mesmo 

Em relação ao PCP, apesar de enumerar posições com as quais não concorda, como sair da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] ou “estar na União Europeia, mas contra a União Europeia”, Mendo Castro Henriques reconhece “um bom senso” que levou o partido a apoiar a atual solução governativa, considerando que foi “boa” a tática de António Costa, mas “má” a sua estratégia ao não aproveitar suficientemente “as vantagens competitivas do país”. “Não motiva os portugueses e daí os 70% de pessoas que não votam porque não querem saber”, alegou.

Este leader do Nós, Cidadão! “nunca impedirá a formação de um Governo de maioria … Admitiria viabilizar um Governo que tenha a maioria, porque somos democratas. Se há uma maioria é porque essa é a vontade dos portugueses, para ser saudada e respeitada, e depois vamos à luta e à discussão”, sendo que a disponibilidade é a mesma quer para partidos da esquerda, quer  da direita.

“Se quiser dizer que a esquerda levanta o problema da justiça social e da desigualdade, a esquerda está certa e, nesse sentido, sou de esquerda porque acho que há um problema de desigualdade e justiça social. As respostas da esquerda estão certas? Não, atrapalham-se”.

E prosseguiu: “A direita está certa quando diz que o mais importante é a liberdade individual. É verdade, isso é importante. Mas está errada quando diz que a liberdade individual deve estar acima de tudo”.

Um apoio que está, contudo, condicionado aos princípios do partido, segundo assegurou.

“Nunca impediremos a formação de um Governo de maioria, nunca, mas votaremos segundo as causas nacionais e segundo o nosso programa, porque primeiro está o país. Não vamos para a Assembleia da República para fazer jogos parlamentares. Isso deixamos para os políticos profissionais”.

Digamos que o Centro direita com pelo menos 4 partidos em concorrência mostra bem o como o passospórtismo desarticulou esta area politica que dificilmente conseguirá reunir-se 

Joffre Justino 

Imagem destaque: Lusa 

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