Home Opinião “Não queremos esta democracia, e não se podem esquecer que a Revolução é QUANDO O POVO QUISER”

“Não queremos esta democracia, e não se podem esquecer que a Revolução é QUANDO O POVO QUISER”

por Mafalda Gomes

Em todos os dias da Festa do Avante, em palcos diferentes, o hip hop esteve presente. Para que se entenda hip hop é escuro, sombrio, de tudo e todos; é contracultura, dá espaço à voz – presa – é liberdade; dá espaço às vozes sem espaço na sociedade: são os utópicos, os livres, os loucos, os que recusam a realidade, os que procuram na música, liberdade. 

“Um brinde ao Hip Hop tuga” propõe-se no seu concerto na Festa do Avante. É o autor da estrofe em cima, e a prova de que o hip hop continua a ser um espaço político. Não podia ser de outra maneira, porque hip hop é sempre procura; é sempre luta. 

Por vezes este discurso político não é tão explícito, mas está sempre na génese do hip hop, pois é um estilo que se define à margem; é subversivo. É o registo de realidades disruptivas, alternativas, transitórias e fugitivas. O hip hop é sempre contra o sistema, porque retrata quem o sistema vive contra. O hip hop é a arma, olhem para onde ele aponta.  

Muitos dos concertos realizaram-se na Cidade da Juventude, um espaço organizado pela Juventude Comunista Portuguesa. Conjunto Corona (Porto), Smoke Cabinet (Beja), TOM (Margem Sul), Turk 2rkcrime, xtinto foram alguns dos nomes que representaram o “hip hop tuga” nesta edição da Festa do Avante.  

MG

Foto de destaque:@Estrategizando

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