Home Cultura A Festa do Avante – Ver um diamante e achá-lo uma simples pedra é falta de Visão!

A Festa do Avante – Ver um diamante e achá-lo uma simples pedra é falta de Visão!

por Joffre Justino

Nunca fui do PCP,  e a minha luta antifascista e anticolonialista não se iniciou via o PCP ou alguma das suas instituições não partidárias,  mas aprendi algo do que sei com os irmãos Aranda, com o Edgar Correia e a Helena Medina, tal como aprendi com o José Brandão, com a Teresa Soares e outros e outras nao PCP,  e com o Pedro Baptista, o primeiro maoista e o mais militante que conheci, quando militei associativamente no Porto, na associação da Faculdade de Economia.

A Festa do Avante, conheci-a na sua segunda ou terceira ediçao e desde que a conheci tirei o chapéu à sua qualidade, do livro ao disco, da poesia à pintura, do debate cultural ao politico, na certeza como é obvio de ser uma Festa comunista, que há que respeitar enquanto Festa Comunista.

Sou um autogestionário e o Estrategizando é um jornal das Esquerdas, para respeitar e dinamizar as Esquerdas, entre debates francos e democráticos e, como tal, continua a achar a Festa do Avante um diamante! 

Nao é o diamante desenhado para mim, esse foi-o o das Festas da União das Esquerdas para a Democracia Socialista, a UEDS, e a sua pequena Festa Autogestionária e, claro, gostem ou não pelas Esquerdas de cá, a União Nacional para a Independência Total de Angola, a UNITA, (mas a UNITA de Savimbi entre maoistas e cristãos democratas), com as suas Festas com o Bonga ( que esteve este ano na Festa do Avante) ou o Samangwana entre a Jamba, os comícios da campanha de 92, a Conferencia no Lobito e as Festas no Bailundo. 

Mas o lamentável é ver a triste dificuldade,  às Direitas e às Esquerdas, em gerarem cada uma dessas Esquerdas o seu particular diamante politico cultural que se equiparasse à Festa do Avante!

Lamentável porque a política cultural seria bem mais dinâmica, se tivéssemos muitas mais Festas como a do Avante ! 

E nela vendo o stand do PT, por exemplo, vemos a diversidade solidária, ou vendo os stands do PCdBrasil e do PCChina, vejo  a diversidade que também existe entre comunistas, eu que fui maoista e “próchinês” e que não estariam até 1989 nesta Festa do Avante, dando um dos muitos sinais de como o mundo mudou desde então! 

A Festa é tão diversificada que se torna quase impossível acompanhá-la no seu todo e por isso só consegui assistir a parte do debate em volta da Constituição da Republica na verdade a marca central desta nossa Democracia e aos atos de solidariedade com o Brasil e com a America Latina e outros do Estrategizando acompanharam outras atividades desta Festa! 

E ouvimos claro a intervenção de abertura e de encerramento de Jerónimo de Sousa, secretário geral do PCP.

Esta última a permitiu ao secretário-geral do PCP a necessidade que o pais tem de ver a CDU “crescer em votos e deputados” nas eleições legislativas de outubro, porque assim o impõe a necessidade de se continuar a promoção dos Direitos economicos e sociais dos trabalhadores a criação de condições para uma justa distribuição da riqueza.

Disse ainda Jeronimo de Sousa que “Vamos para este combate para crescer em votos e deputados, confiantes no trabalho realização, no inquestionável papel desempenhado pelo PCP e pela CDU para levar para a frente o país e defender os interesses dos trabalhadores e do povo, e com o projeto de futuro alternativo de que somos portadores”.

Para Jerónimo de Sousa o PCP apresenta-se  às eleições legislativas com confiança, tendo mesmo afirmado que a confiança é a “palavra de ordem” do partido e seguro de que não há vencedores antecipados, nem deputados previamente eleitos”, Jerónimo de Sousa disse, perante os milhares que o ouviam no comício de encerramento da ‘rentrée’ comunista, que as eleições “não são para eleger primeiros-ministros, são para eleger deputados” e que essa eleição se nela se reforçar a posição do PCP e sem maioria absoluta no PS, estarão criadas as condiçoes para reverter os erros da ultima fase da legislatura 2015/19 no plano da Democracia económica, social e cultural.

E na verdade somos dos que entendemos que a vitoria no PS de uma gasta Esquerda Liberal exige sem duvida o reforço da CDU.

Joffre Justino 

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