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Desconvocada a greve de motoristas da materiais perigosos

por Joffre Justino

E mais uma vez o ministro das Infraestruturas e nao o ministro do Trabalho ( em férias pré reforma?) disse, este sábado, que “o tempo da greve terminou e começou o tempo do diálogo”.

“O país está cansado destas greves, não temos dúvidas de que os motoristas também, as empresas também. Foram quatro pré-avisos de greve em pouco mais de quatro meses”, recordou Pedro Nuno Santos, no final da reunião com o SNMMP e a Antram, no Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

O ministro declarou que este foi “o culminar de um trabalho com muitos meses”, depois de um acordo entre a Antram e a Fectrans – Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, e de um acordo entre a Antram e o Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM).

“Nunca desistimos de promover a via do diálogo como uma via de resolução do conflito”, referiu o governante, destacando que “estão criadas todas as condições para que o SNMMP e a Antram possam trabalhar em conjunto” e em diálogo, que “é a via correta para se resolver estes conflitos”.

Para Pedro Nuno Santos, “os motoristas hoje têm a possibilidade de, pela via do diálogo, tentarem melhorar a sua condição e as empresas, no quadro daquilo que também é esta negociação, preservarem a sua competitividade”.

Segundo o ministro, o texto assinado hoje é semelhante ao que a Antram assinou com Fectrans e SIMM, pelo que há todas as condições para resolver o problema. “O país está cansado destas greves, não temos dúvidas de que os motoristas também, as empresas também”.

Para Pedro Nuno Santos o importante é que as partes consigam alcançar uma “solução satisfatória”, mas “há muito trabalho ainda para fazer entre os motoristas e as empresas”, mas acentuou conseguir-se “paz social num setor tão importante quanto este é uma vitória, desde logo das partes desse setor, mas como tem um impacto tão grande” na vida dos portugueses “é uma vitória para todos.

A decisão de fazer uma nova greve surgia em resposta “à intransigência da Antram em não aceitar” os “princípios básicos e legais” que os motoristas consideravam essenciais “como ponto de partida para a mediação negocial”, explicou o dirigente do sindicato 

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