Home Política Ferro Rodrigues, aquele que seria o nosso presidenciável, em Timor Leste

Ferro Rodrigues, aquele que seria o nosso presidenciável, em Timor Leste

por Joffre Justino

Portugal tem um dever histórico para com Timor-Leste e os timorenses, ja que foi a sua potência colonial como pelo elevado número de timorenses que morreram pela independência, disse à Lusa Eduardo Ferro Rodrigues “Há um dever histórico de Portugal para com Timor e os timorenses. Não nos podemos esquecer que tivemos uma administração colonial em Timor durante muitos e muitos anos e morreram aqui mais de 100 mil pessoas em combate pela independência de Timor-Leste e pelo direito à autodeterminação”, afirmou em Díli o presidente da Assembleia da República.

“Portugal nunca poderia ficar de fora deste tipo de partilha e desta necessidade de recompensa histórica em relação aos timorenses”, referiu em entrevista à Lusa em jeito de balanço da visita de três dias, o Presidente da Assembleia da Republica portuguesa 

Ferro Rodrigues esteve nas comemorações dos 20 anos do referendo de independência em Timor-Leste e nada como este acontecimento para explicitar que Ferro Rodrigues seria sem duvida o nosso candidato a PR candidatura que ele rejeitou ao dizer que apoiaria uma segunda candidatura de MRSousa

Ferro Rodrigues que esteve ligado aos BAC, Boletim Anti Colonial, que foi um dos essenciais dirigentes estudantis do periodo 69/72 em Lisboa tem um percurso cientifico na economia e um percurso politico que merece o respeito de toda uma geração diga-se 

Durante a permanência em Díli recebeu em nome da Assembleia da República e do povo português o Colar da Ordem de Timor-Leste, entregue pelo Presidente timorense em Tasi Tolu, num evento em que foram ainda condecorados o embaixador português Fernando D’Oliveira Neves e o jornalista da Lusa António Sampaio, entre outros.

Considerando o momento “uma jornada inesquecível, tanto em termos pessoais como institucionais”, Ferro Rodrigues disse que o que ocorreu nos últimos dias em Díli confirmou a relação profunda entre Portugal e Timor-Leste, “Tudo o que se passou ao longo destes dias demonstrou a grande amizade que os timorenses têm por Portugal e pelos portugueses e, por outro lado, a grande solidariedade de Portugal e dos portugueses com Timor e os timorenses …Isso ficou patente naquele momento muito emotivo em que o Presidente da República de Timor-Leste condecorou a Assembleia da República e através da AR o povo português, devido à solidariedade extraordinária que foi manifestada ao longo destes 20 anos e mesmo antes, em relação ao combate pela emancipação de Timor”.

Coube também a Ferro Rodrigues entregar, em nome do Presidente português, a Comenda da Ordem da Liberdade a três funcionários das Nações Unidas que mais de perto e durante mais tempo acompanharam a questão de Timor-Leste: Francesc Vendrell, Tamrat Samuel e Ian Martin.

“São pessoas que importava que Portugal reconhecesse o seu valor e importância, sobretudo num momento em que as Nações Unidas estão sob fogo por haver muitos acordos multilaterais e muitas decisões que não são pura e simplesmente respeitadas”.

Cinco anos depois da sua anterior visita a Timor-Leste, Ferro Rodrigues diz que se nota “grande diferença” em Díli – desta vez não houve deslocações a outros locais do país – notando, porém, que muito ainda há para fazer.

“Em matéria de investimento privado e público no sentido de se criar uma dinâmica de melhor alojamento, combate a pobreza, há ainda muito para fazer”, disse.

Joffre Justino 

Imagem destaque: Lusa 

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