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A necessidade da Confiança

por Joffre Justino

Há 3 razões para que Centeno tenha de defender as metas e o crescimento do PIB no 1,8% – a necessidade de motivar os agentes económicos, a campanha eleitoral e claro, o Turismo

“Nós mantemos as metas, os números que temos registado em 2019 são compatíveis com essas metas, reforçam também a mensagem de convergência com a média da área do euro e da União Europeia, mas sempre com a cautela que colocámos desde o início da legislatura na preparação da política económica e orçamental. Estou confiante que as metas deste ano vão ser cumpridas”, disse Centeno, à RTP3.

Na verdade as Contas Nacionais Trimestrais relativas ao período entre abril e junho, hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, INE, confirmaram que o PIB cresceu 1,8% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2018 e 0,5% na comparação com o trimestre anterior dados positivos face ao envolvente europeu.

Questionado sobre declarações da dirigente do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, que em entrevista à TVI terá questionado se “o défice real não é bem maior do que aquele que está mascarado nas contas”, Centeno afirmou desconhecer a que se refere, “Não faço a menor ideia daquilo a que Catarina Martins se refere, mas não faço mesmo. Trabalhámos muito de perto na legislatura na preparação dos grandes momentos orçamentais e entre máscaras e coisas irreais posso garantir que não é algo que exista nas contas portuguesas”, respondeu o ministro.

“As contas portuguesas trouxeram a credibilidade à política económica e orçamental no exterior, mas, mais importante do que isso, trouxeram a confiança aos portugueses, aos trabalhadores e às empresas de que hoje não consumimos para pagar com impostos no futuro”.

Por isso mesmo, diz o ministro que “a taxa de juro portuguesa a 10 anos no mercado internacional passou pela primeira vez para níveis inferiores a Espanha”.

Sobre os aumentos salariais prometidos no programa eleitoral do PS para a administração pública depois de 2021, Centeno referiu que recuperar em três anos 10 anos de carreiras é um exercício muito exigente e que o programa de recuperação de carreiras ainda vai ter um custo acrescido de 500 milhões de euros no próximo ano, verba que está garantida no orçamento de 2020.

“Prevemos que exista margem para um crescimento dos salários da administração pública já em 2020 nas condições que hoje se colocam à política orçamental em Portugal, para além deste 500 milhões de euros. A partir de 2021, o próprio programa de estabilidade já o previa, temos, esperemos que assim aconteça, um desenvolvimento mais normal e natural quer das carreiras quer da ambição que todos os trabalhadores têm”, indicou.

Na verdade há todas as razoes ( tirando as eleitorais que variam com as opções de cada um ) para nao contestar o ministro pois a confiança é essencial para uma economia sustentável.

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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