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O roteiro pela Nacional 2 de Antonio Costa

por Joffre Justino

“A mensagem fundamental que eu quero transmitir neste meu percurso pela Nacional 2 é que, quando falamos muito de interior, temos que olhar para este interior e ver o que é que temos aqui (…) e o que podemos fazer (…) para acrescentar valor ao todo nacional” e “a cada um dos territórios e às gentes que ocupam estes territórios”, afirmou Costa nesta sua volta eleitoral pelo interior do pais, medida interessante neste processo eleitoral que para o PS pode parecer somente isso – um roteiro eleitoral.

O secretário-geral do PS, em Alcáçovas, no Viana do Alentejo, Évora, disse aos jornalistas em mais este “ponto de paragem” do seu roteiro pela  EN2, frisou que o que tem visto neste percurso é que existe “imensa riqueza local” que o país pode “transformar em riqueza nacional…Aquilo que eu quero mostrar é que há muito aqui para valorizar” no interior “e que é possível, de facto, desde que tenhamos as políticas certas, a organização certa, os objetivos certos, levar o país para a frente e valorizar estes territórios”.

O secretário-geral do PS e também primeiro-ministro visitou o Paço dos Henriques, que foi alvo de um projeto de recuperação e requalificação, num investimento de cerca de 1,7 milhões euros, com apoios comunitários, e foi reaberto em 2016.

Trata-se de um paço fundado no século XIII, e serviu de residência real, foi palco de casamentos reais e da assinatura do Tratado de Alcáçovas em 1479, entre D. João II e os reis católicos, pondo fim à Guerra de Sucessão de Castela.

António Costa recusou tratar da restante política nacional com os jornalistas, limitando-se, quando questionado sobre a entrevista que deu ao Expresso, a referir que “é uma excelente entrevista” e a recomendar a sua leitura.

Ouviu ainda o  cante alentejano e carimbou o seu passaporte da EN2, juntamente com a esposa, para “imortalizar” a passagem pelo quilómetro 551 em Alcáçovas, e percorreu as diversas salas do Paço dos Henriques, visitando uma exposição alusiva ao fabrico artesanal de chocalhos, cujo epicentro nacional é nesta vila alentejana.

A arte chocalheira, está classificada como Património Cultural Imaterial na lista dos bens com Necessidade de Salvaguarda Urgente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e foi um dos exemplos apontados pelo líder socialista das riquezas existentes no interior.

“Aqui vimos a arte chocalheira” e, antes de chegar a este concelho, “tive a oportunidade de visitar as minas” em Aljustrel e “de ver um extraordinário património natural que é a estrada entre S. Brás de Alportel (Faro) e Almodôvar (Beja), que é a única estrada classificada como património neste troço”, enquanto, na “semana passada, no norte, tinha visto a riqueza extraordinária que são a termas no caso de Chaves”, indicou, “há uma enorme riqueza que o país tem e na qual” se tem “que apostar efetivamente para valorizar e transformar estas terras”, insistiu o secretário-geral do PS numa certeza que nós subscrevemos 

António Sousa 

Imagem destaque: Lusa 

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