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G7, Biarritz uma praia em tempo de tempestade global

por Joffre Justino

Não anda fácil a vida dos leaderes do G7 ( saudades do mais equilibrado G8 com a Russia e ansioso por um G9 com a China …) desta feita sem praia possível à cause dos devastadores incêndios na Amazônia e claro, para não poucos, sobretudo do aumento das tensões comerciais no mundo que estiveram na raiz das divergências neste sábado, 24, nas discussões no início do G7 em Biarritz, na França, uma Cimeira que se está a fazer sob clima tenso e pejado de divisões.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que parece começar a querer ser um leader global e é anfitrião do encontro, apelou a “uma mobilização de todas as potências” para ajudar o Brasil e os demais países afetados a lutar contra os incêndios florestais na Amazônia e para investir no reflorestamento das regiões atingidas como já noticiámos!

“Devemos responder ao apelo da floresta (…) da Amazônia, nosso bem comum (…) então vão agir”, pediu em um discurso televisionado, antes de receber seus colegas discurso que ao que parece deixou a lusa diplomacia no MNE e em Belem a tremer entre a furia e o medo da derrota na sua estrategia golpista no Brasil e na Venezuela, como referiu o Movimento CPLP com Cidadania!

Macron, duro como nunca, acusou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro de “mentir” sobre seus compromissos climáticos e de abusiva “inação” perante os incêndios que dilaceram o nosso principal pulmão!

Ora com estas críticas Macron poe em causa Donald Trump, que tem, claro, em Jair Bolsonaro, um firme e surrealista defensor no cenário internacional.

A ainda Merkell ja manifestou relutância ao anúncio de que Paris bloquearia o projeto de acordo comercial entre a UE e o Mercosul, ( o respirar de alivio do MNE de Costa e de MRSousa que ja não sabiam que dizer) um assunto que foi  abordado durante a reunião entre Angela Merkel e Emmanuel Macron à tarde.

Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse estar “relutante” em bloquear o acordo por causa dos incêndios, estimando que já existem problemas suficientes no comércio mundial. “Acho eu seria relutante nesse momento tão difícil para o livre-comércio mundial”, disse na cúpula do G7 em Biarritz, estranho passo  pois o Reino Unido, pretende deixar o bloco europeu em 31 de outubro, e assim ficará de fora do acordo comercial em causa.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, presente em Biarritz, e com muito bom senso reconheceu que seria “difícil imaginar” que a UE ratifique tal acordo enquanto o Brasil “permitir a destruição” da Amazônia ate porque não esqueceu que a Argentina de Fernandez irá contestar este acordo!

Enfim, diz-nos a AFP que o presidente americano, Angela Merkel, Boris Johnson, Giuseppe Conte, Shinzo Abe e Justin Trudeau marcarão o início da cúpula num jantar informal organizado por Emmanuel Macron no farol de Biarritz com vista para o Atlântico.

Segundo a presidência francesa, os dois apresentaram “elementos de convergências” sobre as grandes questões a serem tradadas no G7, como comércio, o Irã e a Amazônia e no final do almoço, Donald Trump tuitou: “Acabei de almoçar com o presidente francês @EmanuelMacrone”, alguns minutos antes de se corrigir “@EmmanuelMacron”. “Há muitas coisas boas acontecendo para nossos dois países. Grande final de semana com outros líderes mundiais”, acrescentou este habitual gaffeur que como se vê assim parece querer alimentar uma guerrinha antiga entre gangs anglo saxoes e italianos nos meandros do poder americano 

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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