Home Nacional Tema quente do verão: a revisão da Lei Eleitoral

Tema quente do verão: a revisão da Lei Eleitoral

por Joffre Justino

Segundo o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, PS, PSD e CDS-PP de quererem rever as leis eleitorais para falsificar os resultados e fazer maiorias governativas com minoria de votos, (sendo tal sabemo-lo o que ja existe com governos PR’s  a nascerem cada vez mais de eleições onde domina o absentismo), “Esta cíclica pretensão da revisão das leis eleitorais tem um objetivo: falsificar os resultados eleitorais, fazer maiorias governativas com minoria de votos”, disse Jerónimo de Sousa numa sessão pública com os deputados da CDU do distrito de Coimbra, em Vila Verde, arredores da Figueira da Foz.

O líder comunista adiantou que a revisão das leis eleitorais “é a grande solução, sempre pensada pelos partidos da política de direita para eternizar o seu mando”, e afirmou ainda que as propostas “de uns, mas também de outros” abrem a porta a uma revisão constitucional e à revisão das leis eleitorais.

“Quando se juntaram nestas matérias, é bom que não o esqueçamos, nunca foi para reforçar direitos e assegurar um projeto de desenvolvimento soberano do país. Foi sempre para fragilizar a democracia nas suas diversas dimensões – a económica privatizando; a social, fragilizando direitos”, avisou.

Num discurso de quase meia hora  criticou tambem o Presidente da República por ter promulgado a nova legislação laboral, “do Governo do PS, em convergência com PSD e CDS-PP”, “justificando as malfeitorias com os sinais de crise económica que estão no horizonte”.

Jeronimo de Sousa abordou também o tema da regionalização, argumentando que esta “não é para avançar, é para continuar a adiar e dar força a uma falsa descentralização que [PS e PSD] acordaram em abril de 2018”.

“Aliás, é da nossa história coletiva que quando não se quer resolver um problema, nomeia-se mais uma comissão”, enfatizou Jerónimo de Sousa, aludindo à Comissão Independente para a Descentralização.

O PCP, frisou, considera a regionalização “uma questão central” para ter um país “desenvolvido, um país equilibrado e não assimétrico como atualmente existe”.

“Há 45 anos [a regionalização] está inscrita na Constituição da República e continua por concretizar”, lembrou.

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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