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Sarah Affonso e a Arte Popular do Minho

por Mafalda Gomes

“Quando comecei a gostar das alminhas, procissões, feiras e arraiais já tinha uma certa cultura artística. Mas lembrava-me era das coisas que me tinham impressionado quando eu era pequena: das promessas, dos clamores aos santos e daquelas penitências que se faziam na Nossa Senhora da Agonia.” 

É a frase que inicia a exposição “Sarah Affonso e a Arte Popular do Minho” no Museu Calouste Gulbenkian que reúne pinturas, tapeçarias, peças de ourivesaria e cerâmica, da artista portuguesa inspiradas na cultura popular do Minho. Sarah Affonso (1899-1983) é muitas vezes desassociada da sua obra artística por ser mulher de Almada Negreiros. Um dos objectivos é assinalar a qualidade do arquivo da artista, influenciado pela arte moderna.  

Entre 1904 e 1915, na sua infância e adolescência, Sarah Affonso viveu em Viana de Castelo e esta exposição reflecte a sua ligação com a arte popular do Minho. As peças retratam muitas vezes mulheres camponesas, lavradeiras, noivas, mas sempre com uma óptica disruptiva dos corpos, e da pintura tradicional. A exposição ainda tem bijuteria, bordados e peças de cerâmica da autora.

Procura-se explorar a identidade nacional criado envolto da cultura popular do Minho, e há fotografias, vídeos, postais, publicidades, trajes que formaram essa imagem da região até aos dias de hoje.

A exposição está até dia 7 de Outubro, na galeria do piso inferior do Museu Gulbenkian, para celebrar o 120º aniversário da pintora.

Foto de destaque: @Estrategizando

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