Home Ásia Caxemira no centro do furacão de novo!

Caxemira no centro do furacão de novo!

por Antonio Sousa

O Conselho de Segurança debateu, à porta fechada, a crise em Caxemira, tema que há décadas não era discutido naquele órgão das Nações Unidas.

Caxemira uma região do norte do subcontinente indiano, que está hoje dividida entre a Índia, o Paquistãoe a China, sendo que o termo “Caxemira” descrevia historicamente o vale ao sul da parte mais ocidental do Himalaia, mas hoje o termo “Caxemira” politicamente descreve uma área muito maior, que inclui as regiões de Jammu, Caxemira e Ladakh.

Trata-se de uma região mais comhecida prlo material têxtil de alta qualidade, devido à lã de caxemira, produzida a partir das cabras nativas dessa região

As tensões na região vêm desde a guerra de independência, em 1947, de onde contra a opiniao de Gandhi nasceram o dos dois Estados, a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmanoe segundo uma resolução da ONUde 1947, a população local deveria ter tido a oportunidade de decidir da evoluçao política da Caxemira num plebiscitoacerca da independência do território que nunca aconteceu, pelo que Caxemira foi incorporada à Índia, o que contrariou as pretensões do Paquistão e da população local – de maioria muçulmana – e levou à guerra de 1947 a 1948

Em declarações à imprensa, no final dos tra- balhos, a embaixadora do Paquistão na ONU, Maleeha Lodhi, afirmou que a sessão permitiu demonstrar que naquela região, alvo de dis- puta entre Islamabad e Nova Deli, as pessoas “podem estar enclausuradas, mas as suas vozes foram ouvidas nas Nações Unidas”, e acrescentou que as consultas no Conselho de Segurança da ONU, centradas na recente decisão indiana de condicionar a autonomia administrativa de Caxemira, “são o primeiro e não o último passo”, e terminará somente “quando for feita Justiça ao povo de Jammu e Caxemira”.

Já o representante da Índia na ONU, Syed Akbaruddin, afirmou que Nova Deli está comprometida com uma solução “bilateral e pacífica” da crise desencadeada em Caxemira e insistiu no carácter democrático do Governo que representa. “Estamos comprometidos para que todos os assuntos entre a Índia e o Paquistão se resolvam de maneira bilateral e pacífica”, frisou Akbarud- din, aos jornalistas.

Atualmente o território de Caxemira é controlado em cerca de dois terços pela Índia (maioritariamente hindu) e em 37 por cento pelo Paquistão (muçulmano, tal como a maioria dos habitantes de Caxemira).

Varios grupos independentistas  combatem, há décadas, cerca de 500 mil soldados indianos nas regiões de Jammu e Caxemira para exigir a independência do território ou a integração no Paquistão, sendo que dezenas de milhar de pessoas, na grande maioria

civis, já morreram nestes conflitos 

Desde que a revogação do seu estatuto foi anunciada, no passado dia 5 de Agosto, que a Caxemira indiana vive num “colete de forças”, com a proibição de concentrações e o reforço das forças de segurança indianas e até a imprensa indiana, divulgou que pelo menos 500 pessoas foram detidas na semana passada nos territórios de Jammu e Caxemira.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas não aprovou nenhuma declaração no final da sessão à porta fechada, que foi pedida pela China e pelo Paquistão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou às partes para resolverem o conflito pelo diálogo apelo feito na sequência de um contacto telefónico com o Primeiro-Ministro paquistanês, Imran Khan.

“O Presidente reiterou a importância da Índia e o Paquistão reduzirem as tensões de Jammu e Caxemira por meio do diálogo bilateral”, refere o comunicado, citado pela France Press.

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