Home Sindicalismo A Antram parece nao saber o que é uma mediaçao ? Ou o SNMMP ?

A Antram parece nao saber o que é uma mediaçao ? Ou o SNMMP ?

por Joffre Justino

Estamos com duas versões do mesmo processo ( o que complica tudo), com o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, a dizer hoje que o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) recusou o processo de mediação, apesar de a associação patronal estar disponível para debater “quase tudo” e o vice-presidente do Sindicato, Pardal Henriques, a defender que o SNMMP marcou presença na reunião para “balizar para o processo de mediação que se iria iniciar hoje e que se iria prolongar por muitos meses”. 

Teremos pois uma negociação que vai decorrer em lógica de longo prazo  onde o patronato decide que seria assim,  “Hoje deixámos aqui um documento de manhã onde abríamos quase tudo à mediação. Fomos chamados [esta noite] ao Ministério das Infraestruturas para sermos informados de que o sindicato não aceita a mediação e quer impor aumentos salariais e o pagamento de horas suplementares, e isso não é um processo de mediação”, o que para quem disse que abria quase tudo à negociação e de seguida já não é tudo … leva a que se possa dizer que o porta-voz da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) deixa muito a desejar 

Já o Sindicato, segundo o seu advogado, “pediu que os trabalhadores sejam valorizados e que recebam pelo trabalho que fazem. Não abdicamos do pagamento de horas extraordinárias”. Foi igualmente pedido um aumento no subsídio para motoristas que manuseiam matérias perigosas, falamos num aumento de 50 euros para cerca de 800 trabalhadores”, o que parece que de uma vez por todas se tenha antes de tudo definir o que está disponível para ser mediado tendo em conta o já acordado com outros sindicatos 

“A Antram não quis evitar estas novas formas de luta ou uma possível greve por 50 euros”, acusa Pardal Henriques

A Antram, revelou Pardal Henriques, disse que “está disponível para negociar, mas que não aceita condição nenhuma à partida. Os trabalhadores precisam de garantias que vão ser valorizados”. 

Ja o ministro Pedro Nuno Santos também na reunião no Ministério das Infraestruturas retira dela que os resultados da mediação não podem ser impostos antes da negociação e que “Uma das partes quis definir resultados ainda antes da mediação se iniciar”, esclareceu, frisando que as duas partes têm de ceder num processo deste gén

Digamos que esta mediação tem muito pouco espaço para decorrer neste ambiente se nao houver quem lhe dê alguma ordem e esperemos que o saiba fazer tal 

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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